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Butiá (Rio Grande do Sul): História

=== Descoberta de carvão mineral ===
A história de Butiá está ligada diretamente com a descoberta das primeiras jazidas de Carvão Mineral no Brasil. Por volta do ano de 1795 um anônimo soldado português, natural de Rio Pardo, que vagava pelo sítio do Curral Alto, encontrou as primeiras amostras de carvão mineral em solo nacional. Esta localidade hoje fica no município de Minas do Leão, antigo distrito de Butiá, emancipado em 1992.
Em 1807, a descoberta também foi atribuída à José Fonseca Souza e Pinto, que enviou amostras para o Rio de Janeiro. Dois anos mais tarde, em 1809 o Sr. Antônio Xavier de Azambuja, proprietário de terras próximo ao sítio do Curral Alto enviou amostras para o Rei Dom João VI, para definir estudos sobre a sua utilização. Em 1839 o presidente da Província Rio-Grandense, Conselheiro Saturnino de Souza Oliveira, definiu as jazidas do Curral Alto como “um combustível sem aplicação imediata”.
Uma nova jazida acabaria sendo descoberta em 1847 na fazenda da Boa Vista, junto ao Cerro do Roque, de propriedade da família do senhor Assis Almeida. Amostras desta propriedade também foram enviadas para análise.
Somente em 1853, o Presidente da Província, Luiz Vieira Cansação Sinimbú - o Visconde de Sinimbú, após apresentar relatórios detalhados e visionários sobre as jazidas encontradas conseguiu do Império o financiamento para início de uma pesquisa aprofundada, onde contatou o mineiro inglês James Johnson que estudou todo interior da nossa região a partir do Rio Jacuí. O início da mineração aconteceu em 1886 na localidade de Faxinal, atual município de Arroio dos Ratos. Sua importância foi tanta para o Império, que para a inauguração de mais um poço em 1887 estiveram presentes a Princesa Isabel e seu marido Conde D’Eu para prestigiar o momento de relevância histórica para a Coroa. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Butiá (Rio Grande do Sul)“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0