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Cafelândia (Paraná): História

De acordo com as pesquisas arqueológicas mais recentes, os primeiros indícios da presença humana no oeste do atual estado do Paraná datam de cerca de 10.000 anos atrás. Esses primeiros grupos produziam diferentes tipos de ferramentas de pedra (também conhecidos como instrumentos líticos), tais como percutores, raspadores, machados e pontas de flecha, sendo geralmente associados às Tradições tecnológicas Umbu e Bituruna. Outros tipos de ferramentas feitas de pedra foram identificados em sítios arqueológicos da região, geralmente junto aos maiores rios, comumente associada a grupos ameríndios que habitaram o oeste paranaense a cerca de 7.000 anos atrás, em um período mais quente e úmido do que o anterior. Tais grupos são associados à Tradição Tecnológica Humaitá, caracterizada pela ausência de pontas de flecha e instrumentos líticos de grandes dimensões. Esses conjuntos de instrumentos líticos – embora com variações – já foram identificados em diversos sítios arqueológicos da região Sul e Sudeste, sendo portanto bastante difundidos entre diversos grupos ameríndios.
Já os primeiros grupos ceramistas teriam alcançado o vale do rio Piquiri há cerca de dois mil anos atrás. Em maior número, nômades e agricultores, baseavam sua dieta alimentar em plantas ricas em carboidratos (como o milho e a mandioca), coleta de frutos, raízes e nozes silvestres, além da proteína obtida através de pesca e caça. Associados à Tradição Itararé-Taquara, esses grupos produziam cerâmicas de pequenas dimensões, com pouca ou nenhuma decoração. Também são conhecidos pela construção de casas subterrâneas, uma técnica difundida entre esses grupos para enfrentar as estações mais frias, sendo estes os antepassados dos povos Kaingang e Xokleng atuais. Além disso, sítios arqueológicos com presença de cerâmicas associadas à Tradição Tupiguarani também foram identificadas na região do vale do rio Piquiri.
Por sua vez, fontes históricas confirmam a presença de grupos indígenas falantes de línguas dos troncos Macro-Jê – como os já mencionados Kaingangs e Xoklengs – e Tupi-Guarani na região entre os rios Ivaí e Piquiri. No caso do citado tronco linguístico Tupi-Guarani, cabe destaque a presença de Guaranis (Kaiowá e Mbyá) e Xetás, também conhecidos como Ivaparés. Com a chegada dos primeiros colonos europeus na região e o desenvolvimento das primeiras expedições exploratórias, estes acabaram por utilizar caminhos terrestres e rotas fluviais regionais associadas atualmente ao famoso Caminho do Peabiru. Como exemplo, podem ser citadas as passagens do explorador alemão Ulrich Schmmidel e Alvar Nuñez Cabeza de Vaca pelo vale do Piquiri, em 1552-1553 e 1541, respectivamente. No caso do último, os relatos escritos de sua passagem pela região apontam claramente a grande presença de aldeias Guaranis.
Apesar da presença colonial espanhola no oeste e norte paranaense remeter aos séculos XVI e XVII, período em que foram fundadas cerca de treze missões jesuíticas no atual território do Paraná – dentre elas, Nossa Senhora de Copacabana, no atual município de Ubiratã –, além de cidades como Ontiveros e Ciudad Real, a presença indígena manteve-se predominante na região até o século XIX. Disputas entre a Coroa Espanhola e Portuguesa por esse território, até então conhecido como Guayrá, caracterizaram boa parte dos séculos XVII e XVIII, sendo comum o financiamento lusitano de incursões bandeirantes pela área, de forma a assegurar o domínio lusitano dessas terras. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Cafelândia (Paraná)“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0