Morros (Maranhão): História
Não há registros documentais do início do povoamento de Morros. A região recebia moradores de Icatu, que para lá iam para recreação, caçadas e aproveitar as águas do rio Una, entre as elevações do relevo, que deram o nome para o povoado. Acredita-se que a primeira choça não foi construída antes de 1750.
Por volta de 1839, o povoado recebeu tropas para defesa contra os rebeldes da Balaiada. No entanto, estes acabaram por conquistar a povoação. Posteriormente, a revolta foi cessada em todo o estado.
Com o tempo, a agricultura e o comércio foram se desenvolvendo na povoação, que era composta de choças. A primeira casa só viria a ser construída em 1852 pelo comerciante português Francisco Antônio Breda, para nela fazer seu comércio. Outros comerciantes portugueses também construíram comércios, motivo pelo qual o local ficou conhecimento como Portugalzinho.
Os portugueses Feliciano Fontoura Chaves, Bernadino Pires Ferreira e Marques dos Santos foram responsáveis pela construção da capela do povoado.
No final do século XIX, Manuel Pires Ferreira começou a articular a emancipação de Morros do município de Icatu, em razão do desenvolvimento do povoado. Em 28 de abril de 1898, por força da lei nº 210/1898, Morros foi emancipado com a categoria de vila e Manuel Pires Ferreira foi seu primeiro administrador. Manuel, no entanto, foi assassinado em 1908, sendo sucedido por Gregório Lopes.
Em seu governo, foi construído o primeiro mercado público e ocorreu a reforma do Porto da Barreira.
Entre 1931 e 1935, o município esteve extinto e seu território foi anexado a Icatu.
O Decreto-Lei Estadual nº 45, de 29 março de 1938 elevou Morros à categoria de cidade.
Em 1994, o então distrito de Cachoeira Grande foi emancipado e se tornou município.