Matipó: História
A região era cortada pela Estrada Imperial, que foi aberta para facilitar o escoamento do ouro extraído na região central de Minas Gerais até os pontos do litoral do Espírito Santo. A área da atual cidade começou a ser povoada por volta de 1840, quando o local já era conhecido como "Córrego de São João".
Posteriormente, João Fernandes dos Santos doou terras à Igreja Católica, dedicadas ao padroeiro São João Batista, onde se consolidou a formação de um arraial. O povoamento passou então a ser chamado de "São João do Matipó", devido à proximidade do rio Matipó, e foi reconhecido como um distrito subordinado a Ponte Nova. A criação da paróquia local, dedicada a São João Batista, data de 13 de outubro de 1889.
O crescimento da cidade embrionária se iniciou de forma desordenada e sem ruas definidas. Em 1911, o então distrito de São João do Matipó passou a pertencer a Abre Campo, sendo emancipado com o nome de "Matipó" pelo decreto-lei estadual nº 148 de 17 de dezembro de 1938, com terras desmembradas de Abre Campo e Manhuaçu.
De Matipó foram desmembrados os municípios de Santa Margarida (em 1948) e Caputira (1962). O distrito de Padre Fialho, por sua vez, criado pela lei estadual nº 1.039 de 12 de dezembro de 1953, permaneceu como único distrito, além da sede municipal. De 1951 e 1957, foi construída a atual Igreja Matriz de São João Batista.