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Paraibuna: História

Paraibuna: História

Em 1666, um grupo de homens provindos de Taubaté e de São Paulo desceram o Rio Paraitinga, chegam no local em que este rio se encontra com o Rio Paraibuna, adentraram mata adentro e pararam num local situado a dois quilômetros do encontro dos rios, no qual se instalaram.
O dia em que os homens se instalaram naquele lugar era o dia 13 de junho de 1666, dia de Santo Antônio, então eles ergueram ali uma capela em louvor a este santo.
Em pouco tempo, outras pessoas foram chegando na região, erguendo suas moradias em torno da capela, assim formando o povoado de Santo Antônio da Barra de Paraibuna, ou se instalando em propriedades rurais. Por dezenas de anos, o povoado possuía poucas pessoas e era um ponto de pouso para aqueles que transitavam entre o Litoral Norte e o Vale do Paraíba.
No início, a economia do povoado estava voltada, sobretudo, para a agricultura de subsistência. A situação começa a mudar com o surgimento de alguns engenhos de cana-de-açúcar, no século XVIII.
Em 7 de dezembro de 1812, um alvará do Príncipe Regente D. João cria a freguesia de Santo Antônio de Paraibuna. A partir daí, a freguesia foi crescendo, prédios foram surgindo e neste afã nobre e estafante escoaram-se vários anos. O desejo dos moradores da freguesia era a elevação desta à categoria de vila.
Em 10 de julho de 1832, um decreto eleva a freguesia à categoria de vila, mantendo a sua denominação.
Em 1830, a cultura da cana-de-açúcar em Paraibuna é substituída pela cultura do café. Durante o ciclo do café, Paraibuna se desenvolve, a área rural se expandiu, diversas e grandes fazendas surgem e são construídos casarões no centro da cidade, que chamam a atenção pela beleza e tamanho. Em 1835, Paraibuna já registrava cerca de 34 fazendas cafeeiras e 87 sítios de culturas diversas.
Durante a Revolução de 1842, que dominou a Província de São Paulo, realizaram-se, em Paraibuna, manifestações de simpatia à nova causa, tendo, nessa ocasião, o Tenente Rodrigo Freire de Andrade Melo, mais conhecido por "Rodrigão", de uma das janelas da residência do Padre Valério, dirigido calorosas palavras ao povo que lotava a praça fronteiriça, culminando com um viva à República, provocando ovação da massa popular· O gesto de "Rodrigão" desagradou bastante o então Presidente da província, o que prejudicou, de certo modo, Paraibuna.
Devido ao fato dos paraibunenses terem apoiado a Revolução de 1842, somente em 30 de abril de 1857, por meio da Lei n° 44, que a vila de Santo Antônio de Paraibuna recebe o título de cidade, tendo seu topônimo simplificado para Paraibuna.
Com o declínio da cultura cafeeira em Paraibuna, ocorrido por volta de 1870, diversas fazendas passaram por dificuldades. Foi então que o cultivo do algodão foi ali introduzido, como uma alternativa de renda.
Paraibuna viveu um período de crise, declínio financeiro e pouca evolução entre 1890 e 1920. A situação começou a mudar com a implantação do Porto de São Sebastião e a construção de uma estrada ligando São José dos Campos ao Litoral Norte, passando por Paraibuna. Além disso, nessa época, diversas famílias mineiras migram para o município, ali introduzindo a pecuária leiteira, para a qual a economia municipal se volta. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Paraibuna“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: ESMERIO, CC BY-SA 3.0 – Wikimedia Commons