Águas de Lindóia: História
A região de Águas de Lindóia teve como primeiros habitantes os indígenas caiapós e teriam sido eles os descobridores das propriedades curativas das águas termais locais.
Em 9 de agosto de 1728, Manoel de Castro, residente em Santos, recebeu uma sesmaria que abrangia os territórios dos atuais municípios de Lindóia e Águas de Lindóia, incluindo o local denominado “Águas Quentes”, onde se formaria a cidade de Águas de Lindóia. Já nessa época, os bandeirantes e tropeiros já sabiam das propriedades curativas das águas termais da região, na qual se fixaram, por causa delas, moradores de outras vilas, como Santos, Atibaia e Bragança.
Em 1900, a convite do padre italiano Carmelo d’Angelo, pároco de Socorro, vieram para o Brasil dois amigos e conterrâneos dele: o padre Henrique Tozzi, que assumiu o cargo de vigário de Lindóia, e o seu sobrinho, o médico Francisco Tozzi, que passou a clinicar na região.
Em 1909, o Padre Henrique Tozzi contou ao seu sobrinho médico sobre a cura de um eczema nas águas termais do local chamado “Águas Quentes” e Francisco constatou que essas águas tinham poderes curativos. No mesmo ano, o Dr. Tozzi adquiriu o sítio em que estava Águas Quentes, em cuja propriedade começou a construção, sob ordens do médico, das Termas de Lindóia (atual Águas de Lindóia), com balneários e toda a infraestrutura necessária para os operários.
As propriedades curativas das águas das Termas de Lindóia trouxeram para lá cada vez mais pessoas e propiciaram, a partir de 1916, o engarrafamento da água mineral.
O Decreto nº 9.731 de 16 de novembro de 1938, criou o distrito de Termas de Lindóia, subordinado ao município de Lindóia. Posteriormente, em 1953, a sede do município de Lindóia foi transferida para as Termas de Lindóia e o município recebeu o nome de Águas de Lindóia, tendo Lindóia restaurando sua autonomia em 1965.
Em 1954, se iniciou a construção de um novo balneário em Águas de Lindóia, concluído em 1959, e, simultaneamente, foi feito um plano urbanístico para o município, com ruas asfaltadas, praças e jardins. Na década de 1960, o trabalho paisagístico de Burle Marx originou a Praça Adhemar de Barros.