Santo Anastácio (São Paulo): História
Até o início do século XX, a região ocupada atualmente pela cidade era habitada por índios guaranis caiuás, xavantes e caingangues. A partir dessa época, a expansão da cultura do café pelo oeste do estado de São Paulo trouxe os trilhos das estradas de ferro para a região por que as estradas eram sombrias, como grandes levas de imigrantes portugueses, espanhóis, italianos e japoneses. A efetiva intenção de expansionismo da Estrada de Ferro Sorocabana começou a despertar interesse de grupos que detinham a posse de terras na região, dentre eles a Companhia dos Fazendeiros de São Paulo, que firmou um contrato com a Sociedade Ramos e Porto & Cia, que tinha como sócios os senhores Arthur Ramos e Silva (pai), Arthur Ramos e Silva Jr., Dr. Luiz Ramos e Silva e Fabiano Porto, com o objetivo de lotear as glebas rurais, comercializar e colonizar a região.
Para o Posto de Vendas, designou o Dr. Luiz Ramos e Silva e o engenheiro Silvano Wendel, que havia desenhado a planta de uma nova cidade.
Os primeiros lotes de terras com cinquenta alqueires, foram adquiridos por Francisco Bravo Del Val e Ângelo Tápias Ortiz, pelo valor de 60.000 reis cada.
O curioso é que cada um que adquiria um lote na zona rural, ganhava gratuitamente um terreno localizado na zona urbana, ou seja, na futura cidade que viria a florir.
Em 9 de setembro de 1917, o Dr. Silvano Wendel, executa o alinhamento das ruas do povoado do Vai e Vem, auxiliado pelo agrimensor Francisco Maldonado.O projeto é feito e a cidade planejada, com ruas e avenidas largas, diferente das demais cidades da Alta Sorocabana.
O povoado local foi elevado à categoria de vila em 1921 por Washington Luís, passando a denominar-se distrito de paz de Santo Anastácio, uma homenagem a Santo Anastácio. O aniversário do município é comemorado em 19 de novembro.