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Ituaçu: História

Ituaçu: História

A região em que se formou o município de Ituaçu era povoada pelos povos indígenas Maracaiares e Tapajós. Pouco se tem registros dos povos originários da região, ausentes na maioria dos arquivos históricos e sem pesquisas arqueológicas na localidade, restando apenas as escassas narrativas dos bandeirantes e colonizadores portugueses, dizimando os povos indígenas e liberando as rotas em busca de ouro que foram encontrando em Minas do Rio de Contas, Jacobina e Minas Gerais, e outros metais preciosos encontrados na Chapada Diamantina.
A partir de 1720, sob o comando de André da Rocha Pinto, os bandeirantes dominaram os indígenas e se estabeleceram na região.
Em 1732 o Coronel André da Rocha Pinto, proveniente da Freguesia de Nossa Senhora do Desterro do Outeiro Redondo, (atual município de São Felix), ganhou glebas de terra nas localidades Ovelha, Ribeirão da Furna e Brejo Grande por conta de suas incursões nos sertões da Bahia para combater os indígenas da região. Na aldeia dos Maracaiares, o Coronel e o seu filho, Sebastião da Rocha Pinto, estabeleceram as primeiras edificações e denominaram a localidade de Brejo Grande, pela característica da região estar cercada de pântanos.
André da Rocha Pinto continuou as bandeiras de dominação indígena descendo o rio de Contas, acabou morto pelos indígenas Aimorés. Sebastião da Rocha Pinto permaneceu em Brejo Grande com sua esposa e seus nove filhos.
De 1780 a 1800 a região começou a receber imigrantes nacionais e estrangeiros, sobretudo provenientes da Freguesia de São Sebastião do Sincorá, fundando as seguintes fazendas: Ribeirão, Riachão, Palmeiras, Bicudo, Angicos e outras. Em 1806 os irmãos Brito Gondim, provenientes da Vila do Príncipe de Sant'Ana de Caetité (atual Caetité), compraram do Conde da Ponte a fazenda Ticum, atual Tucum. Em 1823 os Guimarães, provenientes da Vila do Rio de Contas, fugindo da luta de Mata-Maroto, fundaram a fazenda Baixa Grande.
Em 1827 cria-se o Arraial do Brejo Grande pela lei 15 de Novembro de 1827. A partir deste momento, o distrito passa a ter capacidade para a vida política e administrativa. É também desta época a criação da Capela Nossa Senhora do Alívio, filial da Freguesia de São Sebastião do Sincorá.
Em meados da Segunda Metade do Século XIX, Brejo Grande começa a lutar pela emancipação e passa por grandes transformações antes e após a emancipação política em 1867: Criação da Freguesia de Brejo Grande pela Resolução n. 882 de 10 de Abril de 1862; Transformação da Capela em Igreja Matriz Nossa Senhora do Alívio e criação da Paróquia Nossa Senhora do Alívio, desmembrada da Freguesia de São Sebastião do Sincorá no mesmo ano de 1862 ; Criação da delegacia de Brejo Grande em 1867; Elevação da Freguesia para Vila Agrícola de Nossa Senhora do Alívio do Brejo Grande pela Lei Provincial nº 988, de 9 de outubro de 1867, com território desmembrado da Vila de Santa Izabel do Paraguassú (atual Mucugê) ; Criação da agência de Correios em 1873; Criação da Aula Noturna para o Ensino Primário de Adultos e Escravos em 1873, e posteriormente transformada na primeira instituição de ensino denominada Escola Pública da Vila de Brejo Grande em 1875.
Em 1872 ocorre o primeiro Censo Geral do Brasil. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Ituaçu“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Carlos Lúcio (carlúc…, CC BY-SA 3.0 – Wikimedia Commons