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Rio Real (Bahia): História

Rio Real (Bahia): História

O que se conhece da vida histórica deste município baseia-se mais na tradição do que mesmo em fatos. Segundo tradição local, existiu, em épocas remotas, no lugar onde hoje se encontra edificada a cidade, um brejo denominado "Brejo Grande" que devido à pureza de sua àgua servia para abastecer os moradores da circunvizinhança. Com o correr dos tempos, desapareceu parte desse brejo e às margens do que dele restou surgiu o povoado de Brejo Grande, mais tarde Barracão e atualmente Rio Real. Entretanto, o que se sabe de concreto é que o território do atual município deve a sua penetração e colonização a brasileiros, descendentes diretos de portugueses, que ali se fixaram, utilizando elementos negros e indígenas, domesticados, na prática da agricultura, considerada até hoje, como a principal atividade do município.
Rio Real nasceu ao se desmembrar das terras de Itapicuru de Cima. Podemos encontrar as primeiras informações da localidade através dos registros eclesiásticos da região, nesse caso a Paroquia Nossa Senhora de Nazareth de Itapicuru de Cima, sendo a Matriz, registrou aos 4 de maio de 1845 o óbito de Domiciana Maria com seus 93 anos, o sepultamento foi realizado na Capela de Nossa Senhora do Livramento, filial da paroquia de Nossa Senhora de Nazareth. Assim percebemos que na primeira parte do século XIX, já havia na região uma capela a Nossa Senhora do Livramento, onde mais tarde se tornou Paroquia e Freguesia de Nossa Senhora do Livramento do Barracão. Das "Leis Provinciaes da Bahia" por Padre A. da Rocha Vianna, foi elevada a freguesia a capela de Nossa Senhora do Livramento do Barracão aos 8 de Maio de 1855: Artigo dois da lei N.538. "Seos limites com a antiga Freguezia do Itapicurú serão pela maneira seguinte: Principiará da Beira do Rio Real, no lugar chamado Passagem do meio, aonde atravessa o mesmo rio para a Fazenda Curralinho da Provincia de Sergipe; e da dita Passagem do meio seguirá pela estrada que vem a Fazenda do Janico, a qual passa na morada de Martinho Ramos, e deste a Fazenda da Cruz, onde morou Francisco Affonso, e desta para o Brejo do Cardoso; e deste rumo direito ao sul, atravessará a estrada real que vai da Fazenda Sucupira para a Capella do Barracão no logar chamado — Rancho do Licoliseiro, a beira da dita estrada; e deste Rancho em rumo direito a cabeceira da baixa denominada — Pae Gonçalo — (no lado de cima) que e a beira da estrada que segue da Fazenda da Tapéra para o saco grande, e da dita cabeceira da baixa do Pae Gonçalo em rumo direito a baixa do rio Itapicurú no lugar chamado — Poço redondo, em cujo ponto chegam as terras da administração do Capitão Manoel Barreto de Mattos, que é pouco abaixo da morada de Francisco Moreira de Assumpção, e do dito Poço redondo, Rio Itapicurú abaixo, até encontrar com os limites da Freguezia do Conde nas matas do Rio Azul; e da mesma forma dividindo-se com a Freguezia de Abbadia no rio Pirangi até a beira do Rio Real na passagem do meio, onde principiou a dita divisão".
Podemos perceber que no registro acima a Capela de Nossa Senhora do Livramento estava localizada em uma região também conhecida como o Rancho do Licoliseiro a beira da dita estrada, a estrada Real. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Rio Real (Bahia)“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Earth Science and Remote Sensing Unit, Lyndon B. Johnson Space Center, Public domain – Wikimedia Commons