Resplendor: História
O desbravamento da região do atual município de Resplendor teve início na segunda metade do século XIX. A região até então era habitada exclusivamente pelos aimorés, que resistiram fortemente às imposições dos forasteiros, ao contrário da maioria dos povos indígenas de outros lugares. No entanto, o francês Guido Marlière conseguiu obter a dominação da etnia. Por volta de 1880, o coronel Manoel Gonçalves de Morais Carvalho tomou posse de uma sesmaria, tendo repassado as terras a outros indivíduos e juntamente a estes deu início ao desenvolvimento da agricultura.
Dado o desenvolvimento populacional e econômico, pela lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, foi criado o distrito de Resplendor, subordinado a Caratinga, sendo transferido para o então recém-criado município de Aimorés em 18 de setembro de 1915. O nome recebido pela localidade era devido ao forte reflexo gerado por um morro ao ser iluminado pela luz do sol. No final da década de 1910 a localidade passou a ser atendida pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), dando progresso à economia local e colaborando com o desenvolvimento, tendo o núcleo urbano se estabelecido ao redor da estação ferroviária. O distrito se emancipou pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938.
Quando emancipado, Resplendor era constituído de três distritos, além da sede, sendo eles Bom Jesus, Eme e Itueta. Bom Jesus foi renomeado para Bom Pastor em 31 de dezembro de 1943. Pela lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948, foram criados os distritos de Santa Rita do Itueto (ex-povoado) e Calixto (a partir do povoado de Santo Antônio da Fortaleza), emancipou-se o distrito de Itueta e Eme passou a se chamar Independência. Em 12 de dezembro de 1953, foi criado o distrito de Nicolândia, a partir do povoado de Barra de Santa Cruz. Pela lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, criou-se o distrito de Campo Alegre de Minas, enquanto que Santa Rita do Itueto foi elevado à categoria de município. A partir de então restaram cinco distritos: Bom Pastor, Calixto, Campo Alegre de Minas, Independência e Nicolândia, além do distrito-sede.
Em 1971, foi inaugurada a Ponte Engenheiro Paulo Maurício Sampaio sobre o rio Doce, ligando as duas partes da cidade, a fim de servir à BR-259 na ocasião. Essa ponte vinha sendo planejada desde a década de 1930 e, antes da obra ser assumida pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) em 1968, chegou a ser iniciada duas vezes (a última pela prefeitura), mas desabou em ambas as tentativas. Com um total de 215 metros de extensão, na época era uma das pontes de concreto pretendido com o maior vão livre do Brasil, com 115 metros de vão central.