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Regeneração (Piauí): História

=== Origem ===
As origens do Município de Regeneração remontam à última fase de conquista portuguesa do território piauiense, quando são abatidas as últimas nações indígenas que o habitavam, logo depois de instalada a Capitania de São José do Piauí.
Foi em seu princípio um aldeamento indígena instalado em 26 de setembro de 1772, pelo Tte.-Cel. João do Rego Castelo Branco, depois de conquistar os Acoroás, também chamados Akroás, que desceram em número de 1237 indígenas.

Segundo o historiador Reginaldo Miranda, atual presidente da Academia Piauiense de Letras, que bem estudou esse tema publicando diversas obras a respeito, no ano de 1771, o tenente-coronel João do Rego Castelo Branco, comandando uma tropa de cento e cinquenta homens, surpreende os índios Acoroás próximo ao rio Tocantins, aprisionando cento e quatro deles e celebrando a paz com o seu líder, Bruenque.
Em consequência, descem com o comandante militar perto de cem índios, “com promessa ajustada de irem buscar para abril do ano próximo futuro toda a gente de outra aldeia vizinha a que largaram, e trazer também desta o resto da gente, que em diversas malocas ficou dispersa pelo mato, para viverem todas na mesma Capitania do Piauí estabelecida, e aldeadas, cuja diligência já este ano não deu lugar o inverno a fazer-se pelo muito que tinha avançado por aqueles centros”, conforme noticia o governador Gonçalo Lourenço Botelho de Castro, em correspondência datada de 25 de novembro de 1771, ao Capitão General do Estado do Grão-Pará e Maranhão, a cuja jurisdição pertencia a Capitania de São José do Piauí.
“Desses presos” – continua o mesmo governador – “fiz separar logo que chegaram nesta cidade de Oeiras, os que podiam batizar-se, e repartir por alguns moradores, que melhor os pudessem dirigir e educar, mandando os adultos, cerca de setenta, para o Governo do Maranhão, para assim os pôr mais distantes das terras donde saíram, para melhor se conterem e civilizarem”.

Em face do compromisso ajustado, no mês de julho desse mesmo ano desciam para Oeiras mais de mil indígenas da mesma nação, que se juntam aos demais, fundando a aldeia ou missão de São Gonçalo de Amarante, sob a direção de João do Rego Castelo Branco.
Sobre esse episódio, em 15 de maio de 1773, escreveu o governador Gonçalo de Castro: “Com a maior urgência procurei logo aldeá-la na porção mais cômoda para a sua conservação; e nas cabeceiras do riacho do Mulato, junto a Boa Esperança, desta freguesia de Oeiras, descobriu o mesmo tenente-coronel algumas seis léguas excelentes para as roças, e mais víveres precisos desta gentilidade, e ali se deu princípio a uma nova Missão, que se denomina de São Gonçalo de Amarante, para a qual fiz vir do Maranhão um bom religioso para pároco, continuando em os dirigir dito tenente-coronel”.

Em fevereiro de 1773, assume a direção religiosa da recém-criada missão de São Gonçalo de Amarante, hoje Regeneração, frei José da Silva Pinheiro, carmelitano, vindo do Maranhão. Entregue pelo governador, que a trouxera de Portugal, levou ele a imagem de São Gonçalo que ainda hoje existe na matriz de Regeneração.
Sucederam esse religioso à frente da Missão, padre João Paes Maciel de Carvalho(1778), frei José Antônio Ferreira Góis (carmelitano – janeiro a março de 1798) e padre Manuel Gomes Corrêa(1799). …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Regeneração (Piauí)“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0