Condeúba: História
Registrou Tranquilino Torres que, na primeira metade do século XVIII, “os habitantes da Serra Talhada fizeram erigir, na pequena povoação, hoje sede do município, uma pequena capela com denominação de Santo Antônio da Barra do Sítio de Condeúba, antiga e extensa fazenda então existente com sede à margem do rio Gavião”. Souza Júnior assim descreve suas origens: "Durante as primeiras décadas do século XIX os primeiros colonos se estabeleceram na região conhecida como Santo Antônio da Barra; o santo foi homenageado por moradores que tinham chegado até ali vindos da área conhecida como Serra Talhada e construíram uma capela na localidade que chamavam sítio de Condeúba ainda em 1745 (...) Era uma extensa fazenda onde o capitão Francisco Xavier da Costa, dono de numerosos escravos, criava gado na larga. Os últimos índios livres da região estavam extintos em 1805 e em 1860 o município de Condeúba foi desmembrado de Caetité e elevado à categoria de vila".
Situada na confluência de estradas que ligavam o Alto Sertão ao litoral e a Minas Gerais, tornou-se importante entreposto comercial que levaram à sua emancipação de Caetité, no ano de 1860. Sobre a emancipação, escreveu João Cordeiro: "Caetiteenses e a população da Freguesia de Santo Antônio da Barra uniram-se, contando com o auxílio político do Presidente da Câmara Municipal de Caetité, o Cel. Porfírio de Brito Gondim, de seus correligionários Major José Antônio Pimenta e os Coronéis Jacinto Antônio de Brito e José de Souza Fraga, que incentivaram a elevação da Freguesia (...) à condição de Vila". Assim, pela lei estadual 809 de 11 de junho de 1860, foi emancipada de Caetité e sua instalação efetiva teve lugar em 14 de maio de 1861, com a posse dos vereadores em sua primeira Casa da Câmara.
Dentre os naturais da cidade está Nivaldo de Assis Lima, filho de Gustavo Fagundes de Lima (tio do poeta Camillo de Jesus Lima) e de Maria de Assis Ribeiro Lima. Nascido em 20 de agosto de 1925 fez o curso ginasial em Vitória da Conquista e se formou em direito na Universidade do Rio de Janeiro. Foi juiz de direito substituto da Comarca de Paracambi, professor de português e literatura, poeta, cronista e epigramista, morava em Santo André quando morreu a 6 de novembro de 2023, com 98 anos de idade. Era pai da cientista Nísia Trindade Lima, e ainda de Regina e Carlos Gustavo.