Buritama: História
Em meados de 1870, Manoel Antônio Pereira, morador da cidade de Piumhi em Minas Gerais comprou uma fazenda onde hoje está localizada a cidade. Como possuía muitos filhos e genros resolveu convida-los para "abrir sertão" e se estabelecerem nessas terras que ele adquiriu. Por volta de 1892, o grupo que o acompanhou era formado pelos filhos e genros: João Antônio dos Santos (acompanhado da esposa), senhor Manoel Goulart e esposa, Antônio Teixeira junto com sua esposa (Maria Florinda), além dos filhos Joaquim Pereira Miranda e sua esposa (Ana dos Santos) e o solteiro José Celestino. Portanto as famílias Teixeira, Pereira, Santos e Goulart, provindas de Piumhi, vieram à região, atraídas pelo solo fértil, formando o primitivo núcleo ao qual deram o nome de Palmeiras, algum tempo depois com a construção de uma capela em homenagem à Nossa Senhora do Divino Livramento. Passados dois anos, em 1894, Palmeiras era elevado à categoria de Distrito Policial com o nome de Buriti, pelo fato de haver na região palmeiras nativas, buritis, que se estendiam desde o centro do planalto, até às margens do rio Tietê. Constituía parte integrante do município de São José do Rio Preto. Em 29 de Novembro de 1927, foi elevado à categoria de Distrito de Paz, pela Lei nº 2.102, passando a denominar-se Buritama.
Em 24 de agosto de 1948, pela Lei nº 233, passou a ser município, ficando sob a jurisdição da comarca de Monte Aprazível. Finalmente, pela Lei nº 8.050, de 31 de Dezembro de 1963, passou a ser comarca, instalada em 25 de junho de 1966, ficando os municípios de Turiúba, Planalto, Lourdes e Zacarias, sob a jurisdição da comarca de Buritama. Sua padroeira é Nossa Senhora do Divino Livramento, cuja imagem se encontra na igreja matriz no centro da cidade.
Na década de 1940, o distrito já possuía ares de cidade, o que viera mesmo a acontecer em 1948, mas antecipadamente, a Senhora Maria Florinda, fazendeira da cidade, doara terras de sua propriedade para o Patrimônio da Santa, bairro este que ainda existe em tempos atuais, mas com outro nome (Bairro do Livramento). Entretanto até hoje estas terras não têm seu registro cartorial, pois Santa não é pessoa física nem jurídica, e com isso não pode possuir bens.
Mesmo assim a fazendeira doou as terras e formou-se então este bairro que possui cerca de cinco mil habitantes, o maior da cidade. Na década de 1960, instalava-se na cidade a Cerâmica Santa Cruz, empresa que emprega centenas de pessoas. Cerealistas de grãos também trouxeram grande empregabilidade à cidade, como a Multinacional Cargill Agrícola S/A, que possui filial instalada no município denominada Cerealista Trevo, que a uns anos foi vendida para Cooperativa de Agronegócio e Armazenagem de Votuporanga (COACAVO).