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Neópolis: História

Neópolis: História

Localizada a margem direita do Rio Opará, o rio-mar dos nativos, foi habitada predominantemente por Tupinambás antes da chegada das expedições europeias. O território foi invadido por exploradores holandeses disfarçados de religiosos catequizadores a mando do governador da Nova Holanda príncipe João Maurício de Nassau no século XVII, travando conflitos com o povo tupinambá e iniciando o que anos mais tarde resultaria na escravização e consequentemente na dizimação desses nativos. A invasão holandesa na região do Rio São Francisco gerou históricos conflitos com a coroa portuguesa, o domínio do território onde hoje é Neópolis objetivava alicerçar a tomada da Vila do Penedo do São Francisco, localizada à outra margem do Rio e importante estrategicamente para a ampliação de poder do Brasil Holandês sobre os portugueses. Por volta de 1637 os holandeses invadem a Vila do Penedo onde instauram o Forte Maurício do Penedo, sendo expulsos os holandeses e o forte sendo destruído pelo exército português 8 anos depois.
Ainda no século XVII após uma série de batalhas e com pleno poder sobre a extensão da margem do Rio São Francisco os portugueses estabelecem por volta de 1678 a aldeia de Santo Antônio de Villa-Nova do Rio São Francisco em uma colina da margem direita do Rio São Francisco, a 8 léguas do mar e defronte a Vila do Penedo. Em 18 de outubro de 1679 com a fundação da paróquia de Santo Antônio deu notoriedade a aldeia que foi elevada oficialmente a categoria de freguesia naquela mesma data, nessa época seu território média 50 léguas de extensão, contadas da barra do Rio São Francisco à margem do Rio do Sal. Foi a única vila sergipana pertencente a donatário, no caso a Antônio de Brito Castro que recebeu a doação das terras pelo Rei Dom João IV sob o compromisso de construir casa de câmara, cadeia, pelourinho, e trinta casas para moradores com os quais formaria a freguesia povoada e estruturada, ficando esclarecido a Brito Castro sob a cláusula de devolução das terras a coroa portuguesa se não houvesse o cumprimento das obras em um prazo de 6 anos. Com o falecimento em 1683 de Antônio Brito Castro, seu filho Sebastião Brito Castro requereu sua nomeação e a posse das terras, em 1689 Sebastião informou haver satisfeito todas as exigências contratuais da coroa portuguesa, adiantando que a vila se encontrava com 200 moradores. Então foi feita vistoria pela ouvidoria de Sergipe que constatou que o donatário não cumpriu exatamente as disposições exigidas nas cláusulas de doação, vez que os prédios eram frágeis e cobertos de palha, não eram de alvenaria ou madeira e não resistiriam a ação do tempo. Tendo em vista a informação do ouvidor, o território da freguesia voltou ao patrimônio da coroa com a denominação de Vila Real do São Francisco.
Em 1733 o termo de Villa Nova foi desmembrado do Santo Amaro das Brotas e elevado oficialmente a categoria de Vila e com a nova denominação Vila Nova D`el Rei. Em meados de 1817 perde quatro quintos do seu território para a criação da freguesia de Santo Antônio do Urubu de Baixo (atualmente a cidade de Propriá) ficando seu termo com dez léguas de norte a sul. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Neópolis“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Earth Science and Remote Sensing Unit, Lyndon B. Johnson Space Center, Public domain – Wikimedia Commons