Quixelô: História
Quixelô foi emancipado de Iguatu em 1985 através de um plebiscito.
A presença atual dos descendentes dos Quixelô, alguns com viva memória sobre seus avós e antepassados indígenas questionam o discurso colonialista sobre o "extermínio" dos Quixelô, no passado, e sua "inexistência" na atualidade. Vejamos o relato de Pe Couto que mostra a vitalidade da tradição Quixelô em 1958. Ele não era Quixelô, mas teve contato direto com essa população, a qual se refere como "aquela mesma gente" de "mesma feição", que mantêm "Aquele modus vivendi primitivo, recebido de seus maiorais, qual uma tradição sagrada, não se altera. Donde, quem quer se abalance a contrariá-los em seus seculares hábitos e costumes, verá, de frente, insatisfeita, uma população, que se julga ferida em seus bens etnológicos, herdados.(COUTO, 1960: 26). Há um Sertão indígena Quixelô a ser conhecido e reconhecido.
Fortalecendo as teorias que ainda existem Quixelôs no Ceará, foram reconhecidos uma etnia descendente destes, os Kariri-Quixelôs, na cidade de Iguatu.