Heimatgeschichte · Salinas da Margarida ·

Salinas da Margarida: História

Salinas da Margarida: História

A região era originalmente habitada pelos indígenas tupinambás. A partir de 1534, na fase inicial da colonização portuguesa, integrou a Capitania da Baía de Todos os Santos - temporariamente abandonada, em razão da morte do seu donatário, Francisco Pereira Coutinho, em 1547, mas logo recuperada (1548) pela Coroa Portuguesa.
A partir de 1556, a região em que se situa o município passa a ser parte da Capitania de Itaparica e Tamarandiva, doada por D. João III ao seu vedor da Fazenda, D. Antônio de Ataíde, primeiro conde da Castanheira.
Na segunda metade do século XVIII, as cinco capitanias criadas a partir de 1534 (Porto Seguro, Bahia de Todos os Santos, São Jorge dos Ilhéus, Peroassu ou Paraguaçu e Itaparica e Tamarandiva) foram incorporadas à Capitania da Bahia de Todos os Santos. As ilhas de Itaparica e Tamarandiva retornaram definitivamente ao erário régio no ano de 1793.
Após a Independência do Brasil, durante o Segundo Reinado, a parte das terras da Capitania de Itaparica e Tamarandiva que era constituída de terrenos de marinha, passa a estar sob a autoridade da Capitania dos Portos da Bahia, e a área correspondente ao atual município de Salinas da Margarida é concedida ao comendador Manoel de Souza Campos, que ali instala duas fazendas: a Santa Luzia e a Conceição. Na época, essa área encontrava-se escassamente povoada, e os assentamentos mais próximos eram os de Barra do Paraguaçu, de um lado, e Encarnação, do outro, proximos dos limites de Salinas.
Conta-se que, em viagem a Portugal, Manoel de Souza Campos teria visitado as salinas de Aveiro, por acreditar na possibilidade de explorar o sal em suas propriedades, dada a notável presença de apecuns ou salgados (zonas de transição, entre o manguezal e a terra firme, caracterizadas pela alta salinidade ). Como não tinha experiência no assunto, Souza Campos trouxe de Aveiro o técnico José Soares. Em 1877, através da lei provincial nº 1744 é concedido, por cinco anos, a Manoel de Souza Campos e Horácio Urpia Júnior, o privilégio de estabelecerem salinas para evaporação natural. Em 1881, são inauguradas as primeiras salinas, dentro de uma das propriedades do comendador, no aldeamento conhecido como Ponta da Margarida, depois chamado Porto da Margarida. A origem desse topônimo é todavia incerta: segundo algumas fontes, faria referência ao nome de uma antiga moradora do local; já na versão de alguns habitantes da região, o nome seria alusivo à existência de uma grande quantidade de margaridas, na localidade.
A exploração do sal atraiu muitos trabalhadores, favorecendo o desenvolvimento do povoado. A Companhia Salinas da Margarida chegou a ser a décima maior empresa do Brasil, na virada dos séculos XIX e XX, e o futuro município acabaria por receber o mesmo nome da empresa. Os primeiros povoados surgidos foram Arraial do Dourado e Caperenga, que cresceram impulsionados pela atividade salineira, a partir de 1885.
Além do sal, havia também, em Salinas, a exploração da piaçava nativa e do dendê, mas a pesca sempre foi a sua principal atividade econômica.

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Quelle: Text: Wikipedia – „Salinas da Margarida“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Digasalinas, CC BY-SA 3.0 – Wikimedia Commons