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Nina Rodrigues (Maranhão): História

O antigo povoado Vila da Manga do Iguará, que deu origem ao município de Nina Rodrigues, era ponto de passagem das boiadas com destino aos municípios de Morros e Icatú, onde descansava devido à abundância de pastos, fartura de água e facilidade para atravessar os bois. Habitava um número reduzido de famílias, que desenvolviam atividades agrícolas, pesca e quebra do babaçu em prol de sua subsistência. E ao longo do tempo recebeu a denominação de Fortaleza, porque nele havia sido construída uma fortaleza, onde permanecia uma guarnição formada por dois quartéis com 22 praças de polícia em um alferes. Os quartéis localizavam-se à margem do Rio Iguará, onde ainda se vê resquícios de alicerces. O local progrediu, chegando a ter uma igreja da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, um convento e o prédio da sub-prefeitura. Foi nesse local que aconteceu o episódio que serviu de pretexto para o início da rebelião ocorrida em 13 de dezembro de 1838, conhecida como Guerra da Balaiada.
O local passou a ser chamado Manga do Iguará após o ano de 1838, ainda hoje é chamado assim por muitos habitantes. Esta denominação se deu por haver na época duas cercas de arames que serviam de apoio para a travessia do gado no Rio Munim e, esta cerca era chamada manga de gado. Também há outra hipótese de que esta denominação se dera ao fato de haver na região muitas mangueiras. Devido ao seu desenvolvimento foi elevado à categoria de vila, pela Resolução Régia de 19 de abril de 1835. Também foi criada a freguesia sob a invocação de São Sebastião da Manga do Iguará pela Lei provincial nº 13, de 8 de maio de 1835. Porém, posteriormente perdeu essa categoria de vila para Vargem Grande, povoado que surgiu em sua proximidade em um lugar plano, abundante de pastos, farto em água por ser banhado pelo Rio Iguará, justamente no cruzamento da estrada das boiadas vindas de Caxias e, da Vila da Manga para Itapecuru-Mirim.
Mesmo assim, o lugarejo devido a sua localização continuou sendo importante porto de embarque da produção regional e, durante muito tempo constituiu-se o ponto de ligação entre a vasta região do estado e sua capital, São Luís. Isto aconteceu até a construção da rodovia BR 135, na década de 60, uma vez que a única via de comunicação para a capital do Estado era o rio. Com o passar do tempo várias famílias chegaram à manga proveniente das cidades circunvizinhas e até mesmo de Portugal, causando um aumento em seu contingente populacional. Por volta de 1900 fixou-se na Manga a família do Sr. Horácio Pereira de Sousa, conhecido como Major Horácio, por haver comprado o posto da Guarda Nacional. Ele foi um grande comerciante desta localidade e, como comerciante estimulou a população para a quebra do babaçú e consequentemente a exportação das amêndoas para São Luís, que, até então não era explorada comercialmente. Anos depois outros comerciantes fixaram-se neste lugar, tais como: Miguel Arcângelo, Raimundo Acréscio Corrêa, Vitor Lopes e outros.
Em 1920, Manga tornou-se o 2º distrito de Vargem Grande, passando de fato à condição de Vila, sendo um povoado bastante importante para esse município, porque tinha um porto de embarque por onde escoavam a produção que abastecia as localidades vizinhas e ainda desciam para serem comercializadas em São Luís. Os principais produtos da época eram o babaçu, milho, arroz e farinha de mandioca. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Nina Rodrigues (Maranhão)“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0