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Simões (Piauí): História

Segundo diversas pesquisas arqueológicas realizadas no sudeste do atual estado do Piauí, os primeiros indícios de ocupação humana nessa região datariam por volta de 50 a 100 mil anos atrás. Embora ainda seja motivo de debates na comunidade científica, essas datações foram obtidas em sítios arqueológicos como a Toca do Boqueirão da Pedra Furada, Tira-Peia e Sítio do Meio, todos localizados no Parque Nacional Serra da Capivara. Nesses locais foram identificados possíveis vestígios de antigas fogueiras circulares e semi-circulares, diversos instrumentos líticos, enterramentos humanos e grandes painéis de grafismos rupestres.
Apesar da distância da Serra da Capivara, os grupos desse período provavelmente se expandiram pelas serras, campos, brejos e vales de todo o sul e sudeste piauiense, eventualmente alcançando os contrafortes ocidentais da Chapada do Araripe. Identificados durante a construção de uma linha de transmissão, os sítios arqueológicos Baixio do Curralinho e Serra SI 1 foram identificados no sopé das encostas dessa chapada, sendo encontrados instrumentos líticos feitos em silexito em ambos os locais. Essas ferramentas e fragmentos de pedra lascada são os mais antigos vestígios da presença humana no município de Simões.
Em períodos mais recentes, já após a chegada dos primeiros colonizadores europeus no século XVI, registros escritos apontam que a região era habitada pelos Jaicó, Gueguê e Akroá, povos ameríndios possivelmente falantes de idiomas do tronco Macro-Jê. A partir da segunda metade do século XVII, a expansão progressiva da frente pecuária baiana pelo sertão nordestino chegou até o sul e sudeste do Piauí, o que gerou conflitos frequentes com os indígenas da região. O processo de consolidação do domínio português se estendeu por todo o século XVIII e início do XIX, período em que guerras e alianças com povos indígenas movimentaram todo o sul e sudeste piauienses, ocasionando a morte, expulsão, escravização ou fixação dessas populações em aldeamentos sob controle lusitano.
Nas últimas décadas do século XVII foram estabelecidos os primeiros currais e sítios no sudeste do Piauí, quase sempre voltados para criação do gado pé-duro. Os principais mercados da produção pecuária regional, como em todo o sertão nordestino ocupado pelos portugueses, eram os centros urbanos do litoral baiano e pernambucano, praticamente todos voltados para o plantio da cana-de-açúcar. Administradas geralmente por vaqueiros arrendatários das terras, esses sítios tinham contato muito esporádico com os centros coloniais, já que os caminhos percorridos pelos transportadores das boiadas eram bastante precários.
De acordo com algumas fontes, em outubro de 1781 teriam se fixado nas proximidades da Chapada do Araripe os irmãos José e Joaquim Simões, baianos de Vila Bela da Rainha (atual município de Jacobina). Os irmãos Simões faziam parte de um grupo de cinco famílias recém-chegadas à Capitania de São José do Piauí, recebendo o direito de explorar terras de sesmaria doadas pelo então governador João Pereira Caldas. José Simões e seus familiares se estabeleceram em uma área das nascentes de um afluente do rio Itaim, junto da encosta da Chapada, ficando conhecido nas documentações oficiais do período como “Fazenda Simões”.
Contudo, passadas algumas décadas, conflitos entre a família de José Simões e os Amorim, família proprietária de terras em Vila Bela da Rainha, acabou desencadeando o retorno dos Simões para agora Província da Bahia. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Simões (Piauí)“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0