Heimatgeschichte · Monte Alegre de Sergipe ·

Monte Alegre de Sergipe: História

Monte Alegre de Sergipe: História

Primitivamente, as terras que hoje constituem o município de Monte Alegre de Sergipe pertenciam ao morgado do Porto da Folha, que foi colonizado por Tomás Bernardes, sucedido por seu filho Jerônimo Fernandes.
Diz a tradição que o primeiro núcleo populacional que veio a dar origem ao povoado foi fundado pelos fins do século XIX, em sítio localizado à margem da estrada carroçável que liga Nossa Senhora da Glória à cidade de Porto da Folha. Nesse mesmo local, faziam pousada os caminheiros, procedentes de Porto da Folha e de seu interior e que se destinavam a certas regiões da hinterlândia do vizinho estado da Bahia.
A história de Monte Alegre de Sergipe, como de todo Alto Sertão Sergipano, está atrelada à criação de gado bovino, de forma que no passado, no período colonial, muitos entradistas desbravaram o sertão sergipano através do Rio São Francisco em busca de riquezas minerais. E assim se estabeleceram e, graças às doações de sesmaria recebidas, trouxeram o gado, tornando-se grandes latifundiários. Essas propriedades eram sempre administradas por vaqueiros e sua remuneração era através da quarteação, isto é, um quarto dos bezerros e potros que nasciam. O sertão, onde o clima semiárido é típico, sempre foi vítima de secas prolongadas, o que, adicionado à ausência do Estado, levou os sertanejos a se aventurarem em diversas regiões do país, principalmente para os centros urbanos em busca de trabalho e melhores condições de vida. Esse deslocamento em massa, chamado de êxodo rural, foi motivado também pela concentração de terras, mecanização no campo e industrialização do Sudeste, o que atraiu muitos nordestinos, sobretudo para a cidade de São Paulo . Essa região dos “currais”, como denomina o autor, também foi alvo do cangaço, grupo de cangaceiros armados por vezes liderados por Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião (morto em 28 de julho de 1938, em Poço Redondo, município vizinho) que assustavam os moradores da região. Esse foi um fator que chegou a despovoar muitas localidades.
A cidade, por ter sido formada em uma área de encontro de viajantes de várias regiões, é constituída de forma heterogênea, mas principalmente por pessoas dos municípios de Porto da Folha, Aquidabã e Carira e outros baianos e mais recentemente por pernambucanos, de acordo com populares e conhecedores da história. Esse ponto de encontro era realizado embaixo de uma grande árvore frondosa, numa encruzilhada, segundo o professor Eloy, nas proximidades da atual Praça Deputado Passos Porto, ao lado da casa de José Inácio de Farias, fundador da cidade, proprietário das terras que atualmente comportam a sede municipal, no qual foi realizada a primeira feira livre de Monte Alegre. Em 29 de Janeiro de 1929 foi abatido um carneiro, um porco e um boi. E assim, durante todos os domingos a feira foi realizada, com a comercialização de carnes e outros itens agrícolas e por meio da troca de queijo – produto típico da região – por tecido. Essa prática era bastante corriqueira, uma vez que muitas pessoas da época viviam do escambo de produtos. O tecido era procedente de Porto da Folha e era trazido no “lombo” dos burros. E o queijo era trazido da Lagoa dos Bichos e de Monte Alegre Velho.
Outro produto da época, presente na culinária nos dias de hoje, mas que não tinha valor de troca era o requeijão de fazenda ou requeijão do sertão. …

von Fremdinhalte · Regionauts

Quelle: Text: Wikipedia – „Monte Alegre de Sergipe“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Luiz Henrique Santos Neto, CC BY-SA 3.0 – Wikimedia Commons