Ladainha: História
Desde o século XIX há registros de ocupação histórica das terras dos vales dos rios Jequitinhonha e Mucuri por povos indígenas, com destaque para a etnia Maxakali, território que compreende o contemporâneo município de Ladainha.
No final do século XIX, ocorreu o estabelecimento de um distrito pertencente a Teófilo Otoni, então com o nome de Sete Posses, pela lei municipal nº 47, de 12 de maio de 1894.
Em razão de conflitos com fazendeiros que se estabeleceram na região de Teófilo Otoni para colonizá-la contando com o incentivo do Governo Brasileiro, no ínicio do século XX, os indígenas foram expulsos da área e reunidos em aldeamentos pelo Serviço de Proteção ao Índio (SPI) que, foram objeto de novos conflitos pelos fazendeiros que avançavam sobre as terras dos aldeamentos até que, na década de 1940, foram feitas as primeiras demarcações de terra indígena para os Maxacali ficaram em duas áreas (Pradinho e Água Boa) situadas fora do município de Ladainha.
Enquanto isso, nesse mesmo começo de século XX, o núcleo populacional estabelecido pela Colonização começou a crescer e o então distrito de Sete Posses passou a se denominar Concórdia por meio da lei municipal nº 222, de 20 de janeiro de 1902, vindo a ganhar no final da década de 1920 a sua denominação atual de Ladainha por meio da lei estadual nº 1128, de 19 de outubro de 1929.
Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, o então distrito de Ladainha passa a pertencer ao recém-criado município de Poté, mas emancipa-se pela lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948, instalando-se em 1º de janeiro de 1949 constituído pelo Distrito-Sede. Pela lei nº 1039, de 12 de dezembro de 1953, é criado o distrito de Concórdia do Mucuri.
Ladainha sofreu um forte prejuízo econômico na década seguinte com a decisão do Governo Militar de desativar a Estrada de Ferro Bahia-Minas que passava pelo município. Assim, em 1966, o Governo Federou desativou e estrada, inclusive arrancando os trilhos o que levou a região a uma decadência econômica.