Maria da Fé: História
"Procurar o vale do Sapucaí, alto do vale, o alto dos Campos do Jordão, depois da Serra da Mantiqueira, passando por Campos e planaltos cobertos de araucárias." Teria sido este, em largos traços, o itinerário estabelecido pela bandeira de Antônio Kivet, ainda em 1579. Tal itinerário coincide inteiramente com a região onde está o município de Maria da Fé. Contudo, só se têm efetivas notícias de uma efetiva colonização da região quando a fazenda Maria da Fé instala, junto à sede de seu estabelecimento, um povoado chamado Campos de Maria da Fé, por volta de 1815.
O nome do município tem duas possíveis origens: a primeira homenagearia uma mulher empreendedora e enérgica, que dirigia a fazenda e seus negócios. A outra seria a de uma jovem bonita, vinda com uma das bandeiras que cruzaram aquelas paragens e que teria se casado com o cacique Jiquitibá, por ter ele concordado em desvendar o segredo das minas de ouro da região para exploradores. Como esposa do cacique, ela teria feito erigir um grande cruzeiro de madeira, símbolo de sua fé, convertendo a tribo à religião cristã.
Por especial empenho de seus moradores mais influentes, o povoado passou a distrito e foi incorporado ao município de Cristina, em 27 de junho de 1859, com o nome de Maria da Fé. O município foi legalmente criado em 30 de agosto de 1911, desmembrando-se do município de Pedra Branca (hoje Pedralva), e instalado em 1º de junho de 1912, formando sua primeira Câmara Municipal.