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Santa Branca: História

Santa Branca: História

Santa Branca ou a “Cidade Presépio”, como foi denominada pelos munícipes antigos, segundo Sarkis Ramos Alwan, historiador da cidade, leva esse título desde a década de 50, onde era tradição dos municípios do estado de São Paulo levarem um determinado brasão e codinome.
O Juiz de Paz da época, Jarbas Queiroz, defendia Santa Branca como uma cidade acolhedora, singela, pequena, com ruas estreitas e com muitas ladeiras, lembrando com essa estrutura, um presépio e consagrando dessa maneira, o “apelido” do município. O símbolo é cultivado na entrada do município com um presépio de apresentação e boas vindas à cidade.
De acordo com Sarkis, a origem do nome presta homenagem à padroeira Santa Branca. A imagem da santa é encontrada na Igreja Matriz histórica da cidade e, foi doada pelo Capitão Bibiano José Nogueira, que liderou o movimento para a construção de uma capela em homenagem à padroeira local.
Sua data de fundação foi o ano de 1832, mas a raiz histórica da cidade de Santa Branca nasceu em 1652 com a Vila de Nossa Senhora da Conceição de Jacareí. A instalação de um governo local deu impulso ao povoamento e desenvolvimento da margem esquerda do rio Paraíba do Sul.
Em 20 de Junho de 1833 o sargento-mór Victoriano José de Moraes, foi eleito pela Câmara Municipal de Jacareí como Juiz de Paz de Santa Branca. Aos poucos o município se estruturava com o núcleo das autoridades que deveria conduzir o destino do povo e da região, ainda que, dependente das autoridades de Jacareí.
Desde o século XIX, Santa Branca concentrava-se na produção de aguardente, um produto com grande valor econômico e que servia de escambo para o tráfico de escravizados. Entretanto, com a proibição do tráfico em 1850 e com a introdução da produção cafeeira no Vale do Paraíba, a produção de aguardente foi extremamente reduzida e a concentração de esforços produtivos virou-se para o café.
A vila foi crescendo e em 20 de fevereiro de 1841, a Assembleia Legislativa Provincial, aprovou o projeto de lei elevando o Curato à condição de Freguesia. Isso perdurou até 1856, quando a Freguesia foi promovida à condição de Vila.
Em seguida, foi realizada a primeira eleição para a Câmara Municipal de Santa Branca. A posse deste colegiado eleito, por imposição da Câmara Municipal de Jacareí, foi realizada na cidade e não na Vila de Santa Branca.

A partir da década de 1870, a produção cafeeira começou a declinar em Santa Branca, assim como em outras regiões do Vale, por conta de diversos fatores, como as primitivas técnicas de cultivo que esgotaram o solo, a declividade do terreno que propiciava a erosão do solo, o enfraquecimento das plantas e a consequente queda na qualidade do grãos, além de fatores externos. Tudo isso provocou uma queda no preço do grão e, consequentemente, na produção.
Com a queda da produção cafeeira, os produtores de Santa Branca optaram pelo restabelecimento das antigas fábricas de aguardente de cana, as quais expandiram-se nas primeiras décadas do século XX.
Apenas em 1908, o Capitão José Luiz de Siqueira passou a assinar documentos, atos e o expediente de rotina como Prefeito. Em finais de 1908, tomou posse o primeiro prefeito eleito de Santa Branca, Claudino José de Souza.

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Quelle: Text: Wikipedia – „Santa Branca“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Sshieh, CC BY-SA 3.0 – Wikimedia Commons