Igarapé do Meio: História
Em meados de 1922 uma família de piauienses vieram pra estas bandas a procura de boa terra para produzir arroz e farinha. Nesta época o povoado de Lages comprida era o centro econômico do Vale do Mearim e da tradicional festa de máscara, regida a orquestra, no povoado Paiol. Com energia movida a motor, o povoado se destacava pelos grandes movimentos financeiros que mantinha. A família piauiense logo colocou o nome de Vila São João àquele lugar no qual construíram duas casas. Colocaram a primeira plantação de arroz e mandioca. Depois, por ver sua plantação alagar, saíram daqui e foram para o Médio Mearim.
Em 1773 estas terras estavam sobre os cuidados do fidalgo José da Gama Deça, um dos maiores criadores de gado do Baixo Mearim. Só que em 1922 estas terras já eram pertencentes a Vitoria do Mearim, que antes era chamado de Baixo Mearim ou Curral da Velha Igreja. O padre e fidalgo José Gama Deça supervisionou estas terras e percebeu que eram terras ricas para se produzir apesar de ser alagadiça. Em 1835 foi elevada a título do estado para ser chamada de Vila Mearim. Nesta época aqui já se produzia arroz em abundância e não se sabe de certo, mas, existia uma família que investiu muito nesta produção, a família Faraz. Em 1911 a Vila Mearim se divide administrativamente em 3 distritos: Vitoria do Mearim, Lapela e São Benedito. Nesta época, a velha Vila São João já era Roça Grande, devido à grande plantação de arroz, banana e cacau.
Em 1933 Vitoria do Mearim se torna distrito sede e depende de Lages Comprida para fixar e distribuir sua economia. Vitoria do Mearim foi elevada à condição de cidade com a denominação de Mearim, pela lei municipal nº 1129, de 15-03-1924. É ai que começa nossa história. Por volta de 1955 a 1965 estas terras passaram a se chamar Igarapé do Meio, devido um igarapé que cortava a velha roça ao meio. Igarapé do Meio teve sua história preconizada por 6 pessoas que construíram nossa história, Maneco Flor, Álvaro Firmino, Manezão, Maria anjo, Ângelo e Ditinha. Seu padroeiro foi primeiramente cultuado pela senhora Maria Anjo, vulgo Veveca, ela que fez as primeiras festas em homenagem ao santo padroeiro.
Foi na década de 70 que o povoado de Igarapé do Meio começava a se organizar. Aqui devemos lembra do primeiro restaurante que era localizado onde hoje é a casa lotérica, pertencia a irmã Maria Barbosa. Na mesma rua se localizava o primeiro salão de festa, Toca da Onça que era onde hoje é a casa do Sr. Antônio Filho. Aos finais de semana a música e a bebida eram a diversão do povo. Na Rua da Bacabeiras tínhamos a primeira curandeira de renome, chamada de Maria Babá, ao décimo segundo dia de cada mês fazia rugir o tambor em chamamento aos seus orixás. Mãe Velha era sua encantada. Depois sr. André e Manoel do Ciro contribuíram muito para que o candomblé se tornasse evidente no povoado e era patrocinador dos que queriam a emancipação de Igarapé. Destaque maior ao sr. Manoel do Ciro, profundo conhecedor da Bíblia e amante das artes teatrais e musicais, foi dele o primeiro disco lançado por um igarapeense. Suas festas eram as maiores, de dono de terreiros, da região.
Em 1978 fizeram os poços de água espalhados em algumas ruas. De referência tinha um bem em frente a à igreja católica. A mesma era de barro e tinha no fundo o primeiro posto de saúde, bem onde hoje é a casa do professor Ronilson. Antes tudo ali era um curral do Sr. Fernandes Oliveira, esposo da Sra. Marinilde Melo. Sr. …