Uruana: História
Em 1920 José Alves Toledo toma um trem na estação de Patrocínio, sua cidade natal, e vai até Anápolis, em Goiás, fazendo o caminho dos bandeirantes e caixeiros viajantes. Acompanhado de sua esposa, Senhora Ambrosina Moreira Conceição, chega a Anápolis com seus sete filhos. Morando em Anápolis, e marcado pelo espírito do pioneirismo, no ano de 1924 compra uma boa gleba de terras no município de Jaraguá. Dois anos depois, sua esposa veio a falecer, e ele se casa com Ana Machado Parreira, de 16 anos de idade. José Alves Toledo, dono de uma das mais organizadas fazendas da região, cuidou da construção de estradas para facilitar o escoamento da produção e o contato com os amigos.
Com a preocupação de educar os filhos, pediu ao governo a construção de uma escola. O governo negou o pedido, pois só poderia construir uma escola em povoados, vilas e cidades. Decidido a prover a região com escola, deslocou-se até as margens do Rio Urú, para fundar o povoado de Capela de São Sebastião, primeiro nome do que depois viria a ser a cidade de Uruana. Em 18 de julho de 1937 foi rezado um terço em louvor à São Sebastião e levantada a cruz, esculpida por Joaquim Lopes, que até hoje se encontra em frente à igreja Matriz.
Nessa época, o governo de Getúlio Vargas dá início a um movimento para ocupação dos rincões do interior do Brasil, que mais tarde fica conhecido como Marcha Para o Oeste. De imediato, o Senhor José Alves Toledo, escreveu cartas a parentes e amigos em Minas Gerais, Bahia e Goiás, convidando-os a virem explorar as terras férteis. Aos poucos, os imigrantes foram construindo ranchos à beira da Capela de São Sebastião.
A pedido de José Alves Toledo, o topógrafo e engenheiro Felicíssimo do Espírito Santo fez o traçado da cidade. Em 1940 havia cerca de 30 casas, e em 1946 já contava com 680 casas e uma população estimada de 3.000 pessoas. O que proporcionou esse rápido crescimento foi a construção da rodovia federal, que está ligada à Colônia Nacional Agrícola de Goiás (CANG). O município de Uruana recebeu no início, pequenos camponeses que não se fixaram à CANG. Esses camponeses eram pessoas sem recursos, na maioria agregados de fazenda, meeiros e arrendatários - que saíam em busca de terra para plantar. …