Piên: História
=== Origens e povoamento ===
A história da população pienense possui associação direta com a construção da Estrada da Mata, que foi concretizada desde o século XVIII. Foi essa via de transporte que atraiu os povoadores para a grande região sudeste do Paraná. A Estrada da Mata era uma parte do Caminho das Tropas, trecho que ia de Viamão, no Rio Grande do Sul, até a cidade de Sorocaba, no estado de São Paulo.
À beira dessa estrada boiadeira surgiram muitos pousos, ou invernadas, que eram utilizados como refúgio para os tropeiros e pastagem para o rebanho, que se recuperava do percurso de longos trechos. Algumas destas paragens se transformariam em cidades grandes, as quais irradiariam equilíbrio social, cultural e econômico ao redor delas. Nessa situação nasceu Rio Negro, que progrediu de modo satisfatório desde meados do século XIX.
O solo fértil de Piên sempre movimentou muita gente. Os primeiros residentes na região foram os Vieira, uma enorme família, de procedência portuguesa, que ali se estabeleceu, ocupando-se da lavoura. Com o tempo, e, em consequência da chegada de outras famílias, constituiu-se um pequeno povoado que apresentava alguma segurança para os seus habitantes.
Em 28 de março de 1890, foi estabelecido o Distrito Policial de Piên, sendo que, em 1905 o povoado foi promovido à condição de Distrito Administrativo e Judiciário, com território subordinado ao município de Rio Negro.
Somente em 25 de janeiro de 1961, por meio da Lei Estadual do Paraná n.º 4338, aprovada pelo governador Moisés Lupion, foi fundado o município de Piên. O território foi emancipado de Rio Negro, e sua implantação oficial ocorreu no dia 1.º de novembro de 1961, sendo primeiro prefeito o Sr. Frederico Guilherme Giese.
Em 1996, a cidade passou a se desenvolver industrialmente. Com a instalação da empresa portuguesa Tafisa (hoje Arauco do Brasil), o município começou um processo de adaptação diante de uma nova realidade econômica. E que adicionadas às demais empresas já implantadas, como a Famossul, as fábricas ocuparam seu lugar como carro-chefe na renda urbana.
Teve destaque na imprensa o crime político contra o prefeito eleito Loir Drevek. O chefe do executivo morreu depois de levar um tiro na cabeça antes de tomar posse, no dia 17 de dezembro de 2016. Ele sucederia o ex-prefeito Gilberto Dranka, suspeito de ser o mandante do crime. Gilberto foi preso pela Polícia Civil no final de janeiro de 2017, escondido no forro de gesso de sua mansão. Com a morte do prefeito eleito, assumiu o poder executivo municipal o então vice, Livino Tureck, com duração de mandato até 2020.