Buritirana: História
Buritirana já teve pista de avião, onde hoje é a Rua Domingos Pereira de Castro. Era uma pista de pouso e decolagem, de onde partiam aviões de pequeno porte que, uma vez ou outra, transportavam mercadorias e alguns poucos afortunados, pois, nessa época, a estrada praticamente não existia. Era apenas “veredas” e demorava até cinco dias para chegar a Imperatriz.
A antiga Rua da Pista, onde pousava avião, mudou de nome e, como homenagem a um de seus primeiros moradores, recebeu o nome de Domingos Pereira de Castro in memoriam, na época o conhecidíssimo Domingo Filó. Domingo Filó teve seu corpo sepultado no terreno de sua propriedade, logo no início da avenida, e até os dias de hoje alguns familiares, tais como filhos e netos, ainda visitam e cuidam do local, como seus filhos Lenir de Castro Karan, Filó Castro e José Iram Castro.
Dentre outras lideranças da época, podemos destacar alguns nomes que ficaram marcados na história, como, por exemplo, o líder político e primeiro vereador de Buritirana, identificado como o comerciante Zé Lopes, que morreu prematuramente em um acidente aéreo que, na época, chocou a todos. Como o Pedrão, dono da Casa São Pedro, que existiu em frente ao mercado. Antônio Serrador, que tinha uma mercearia na Rua do Comércio, hoje Avenida Senador La Rocque, e Zé Maria da Diner.
Buritirana também já foi um dos maiores produtores de arroz da região Tocantina. Parte da produção abastecia as antigas usinas de beneficiamento que existiam nas proximidades da antiga Farra Velha, na cidade de Imperatriz-MA. Os principais compradores e vendedores eram: Zé Barros, Canuto Aquino, Bento Xandim, Zé Firme, Zé Novato, Aroldo e Santo da Jesus.
Santo da Jesus, que tempos depois foi eleito vereador, veio a falecer dentro de um avião, a caminho da capital, onde iria tentar tratamento contra malária. Em seguida, Antônio Aroldo de Oliveira foi eleito vereador do povoado e, depois, foi eleito vereador o senhor Múndico Leôncio.
Foi durante o mandato do vereador Aroldo que a prefeita Nita Menezes, atendendo a seu pedido, mandou instalar um grupo gerador que iluminava as principais ruas e casas do povoado de Buritirana. O mesmo era ligado todos os dias às 18 horas, quando tinha óleo diesel, e desligado às 22 horas. Nessa época, a prefeita enviou para trabalhar com o grupo gerador o senhor Claudionor, hoje casado com a Jesus, filha do senhor Vitorino e dona Elisa.
Tanto Zé Barros como Canuto Aquino foram proprietários de usinas de beneficiamento de arroz no antigo povoado de Buritirana. Canuto foi também vereador por três mandatos, representante do povoado Buritirana e Centro Novo, suas duas bases eleitorais. Nessa época havia também produções de subsistência, como a produção de farinha de mandioca, especialmente a casa de farinha do Chico Bel, ou o engenho do seu Antônio Grande, que era puxado por boi e produzia mel e rapadura.
Grandes homens e mulheres fizeram parte da história do hoje município de Buritirana. Dentre eles, destacamos Antônio Grande, Sebastião Paulino e Antônio Marchante, primeiros açougueiros vendedores de carne do mercado. Veja um resumo de homens e mulheres que contribuíram para o crescimento de Buritirana: Supercílio, Nonato Gino, Sérgio Neves, Maria Padeira, Elisa do Hotel, Cícera Miguel, dona Graça da Farmácia e seu esposo Antônio, Dr. …