Piçarra: História
Tradicionalmente considera-se que a colonização de Piçarra iniciou-se na primeira metade do século XX, com a chegada dos primeiros colonos que estabeleceram-se às margens do rio Araguaia. Porém, o território municipal foi habitado por povos indígenas desde tempos imemoriais.
Os primeiros contatos com o explorador de origem europeia possivelmente datam do período das entradas e bandeiras, quando muitas expedições desciam o rio Araguaia, vindos das capitanias das Minas Gerais e de São Vicente. Porém não houve uma colonização de fato, houve somente o contato do colonizador com a região no intuito de explorar a força de trabalho nativa, pilhar os recursos naturais, e "civilizar" o nativo (através da catequização) e depois abandonar a região. Não havia o interesse de povoar, mas sim somente usufruir os recursos, e depois de exauridos, abandoná-los.
Até a década de 1940 não existiam traços de colonização efetiva de origem europeia na área territorial que atualmente compreende Piçarra. Até neste tempo o território era basicamente habitado por tribos indígenas semi-nômades, das quais se destacam os suruís, por exemplo. Nesta década em questão, algumas pessoas vindas do norte goiano (atual Tocantins) e do Maranhão começaram a desenvolver pequenos assentamentos ribeirinhos, formando a primeira geração de colonos, que ocupava-se, principalmente, do extrativismo vegetal.
Entre 1966 e 1975, durante a Ditadura Militar no Brasil, norteado pelos planos de desenvolvimento da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, do I Plano de Desenvolvimento da Amazônia e depois pelo Projeto Grande Carajás e pelo Programa de Polos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia, a área piçarrense, ainda parte do município de Conceição do Araguaia, foi palco da implantação de 33 projetos de incentivos fiscais ou agropastoris, que beneficiavam banqueiros e grandes grupos industriais. Os principais atores econômicos instalados eram o Grupo Brasil Central (que ocupava a maioria da área), o Banco Bamerindus, a Agropecuária São José, o Grupo Óleo Pacaembú, a Agropastoril Itaipavas e a Indústria Madeireira Paraense e Agropecuária Ltda (IMPA). …