Rodeio (Santa Catarina): História
=== Colonização ===
O território que hoje consiste em Rodeio foi fundado em meados de 1875, com a chega dos imigrantes austríacos (tiroleses da região de Trento) e italianos (vênetos e lombardos). Estes imigrantes vieram a pedido de Dr. Blumenau, já que os imigrantes alemães não estavam se adaptando com a região.
A maioria dos imigrantes que se estabeleceu em Rodeio veio da área de língua italiana do Tirol (distrito de Trento), região montanhosa que passou para a Itália após a Primeira Guerra Mundial e foi rebatizada durante o período fascista (em 1923) com o nome Trentino Alto-Ádige/Südtirol. Com o Tratado de Paris Saint-Germain a região tirolesa passou a pertencer ao reino italiano. Hoje, essa região autônoma é dividida em duas províncias autônomas: Trento e Bolzano, pertencentes à República Italiana, mas com um amplo estatuto de autonomia governativa e fiscal sob tutela internacional austríaca.
Vale lembrar que também houve importantes núcleos de famílias vindas do Vêneto e da Lombardia, sendo estas regiões pertencentes ao então Reino da Itália.
De 1363 a 1918, toda a região do Tirol pertenceu ao Império Austríaco e seus habitantes mantinham estreitas relações com os costumes germânicos, haja vista sua nacionalidade austríaca. Na época, os imigrantes austríacos de fala italiana (tiroleses) povoaram boa parte do Vale do Itajaí. Em Rodeio chegou a funcionar a Liga Austro-Brasileira (originalmente Lega Austriaco-Brasiliana di Rodeio nel Municipio di Blumenau), fundada por imigrantes tiroleses em 1909.
Os imigrantes partiram então de Indaial, enquanto as esposas ficaram em Blumenau, começaram então a traçar uma picada feita de machado e facão, seguindo o rumo do Rio Itajaí-Açu, fazendo um longo trajeto, contornando Timbó, até chegarem exatamente até o ponto de partida. Fazendo então a chamada "Picada Rodeio", já que foi feito um "rodeio" pelo território.
Sobre os indígenas, existe poucos relatos, mas os que habitaram a região foram os tapuias, descendentes da tribo dos aimorés. Os relatos mais comuns acerca do assunto é de que essas populações eram perigosas e não gostavam de trabalhar, cometendo vários assaltos e alguns assassinatos. Para tanto foram chamados os ditos "bugreiros" para exterminar com esses povos. Hoje em dia há muitas discussões sobre se realmente eram os "índios" que atacavam sem motivos, ou se não era o oposto, ou até mesmo, se não era um conflito mútuo.
Cabe mencionar que Rodeio constituía-se numa "sociedade da capela", pois todas as relações sociais se passavam nas proximidades de onde era construída a capela. Além disso, havia outros grupos étnicos para além dos tiroleses e italianos, caso dos "caboclos" de Diamante e Rio Morto e dos poloneses que habitavam a localidade de Ipiranga. …