Queluz (São Paulo): História
Queluz Originou-se de um aldeamento de índios puris, criado no ano de 1800. A aldeia cresceu em torno de uma capela, onde hoje se ergue a igreja matriz. O povoado foi elevado à vila em 1842, passando a município em 1876. Seu padroeiro é São João Batista e o nome de Queluz foi uma homenagem prestada à família reinante, tendo a localidade recebido o nome do palácio perto de Lisboa onde D. Pedro I nasceu.
O município desenvolveu-se com a cultura do café, que aí deixou importantes marcos culturais, como as sedes ainda existentes das fazendas do Sertão, São José, Restauração, Bela Aurora, Regato, Cascata e outras. Em 1860, o município produzia 200.000 arrobas de café por ano.
Em 1860, a vila estava instalada dos dois lados do Rio, e era comunicada por uma elegante ponte de madeira recém-construída pelo governo estadual. Era habitada por 6.500 a 7.000 pessoas. A igreja matriz em construção foi obra de José Antônio Dias Novaes (falecido em 1842). Como na maioria das vilas da região, a Casa de Câmara ocupava o mesmo edifício da Cadeia. Havia uma escola pública de instrução primária em Queluz e outra em Pinheiros
Em 1860, uma última mulher Puri sexagenária morava no município. Inês era uma criança de peito quando foi sequestrada de sua tribo, não tendo, portanto, ideia dos costumes de sua tribo. Ela tem baixa estatura e seus descendentes têm traços indígenas. Morava com uma filha e quatro netos, em uma choupana de oito palmos de comprimento, sem cama, mesa ou qualquer outra mobília.
Em 1860, dizia-se que havia uma povoação a duas léguas do núcleo urbano, onde se reuniu grande número de ladrões e assassinos que falharam em explorar as minas de ouro. Viviam contra as leis, o decoro e a religião. Um sacerdote tentava aconselhá-los, mas era ameaçado de morte. Um dia, amarraram o vigário a um poste e o açoitaram como que em praça pública. Para apagar essa história, as imagens sacras foram recolhidas e enviadas a Lorena, e as casas e o templo foram queimados. Restou neste sítio um pedestal de cruz que se levanta solitário em meio às ruínas.