Campinorte: História
Por volta do ano de 1918, às margens do regato Campinas, nascia o povoado Campinas, situado na fazenda Jacaré ou Lages, imóvel com uma área de mais de quarenta mil hectares, pertencentes ao capitão Dionizio Corrêa de Miranda. O nome Campinas, dado ao povoado teve a influência direta do nome do regato e esse por sua vez, levou o nome de Campinas, por banhar uma área de extensas Campinas.
O povoado situado nas proximidades da confluência de duas grandes estradas, uma ligando o Sul, com o sertão do Norte do Estado de Goiás, ligando essa à face Oeste do Estado e consequentemente a cidade de Goiás, Capital do Estado. A estrada real, conforme, era conhecida, ligava o Sul do Norte; Araguari, Catalão, Pirenópolis e Anápolis (Antas) mantinha intercâmbio comercial com a região de Amaro Leite, Porangatu (Descoberto) e Peixe, através dessa estrada, por onde transitava os carros de bois, tropas, boiadas e mercadorias. Seu percurso nessa região cortava o alto curso do Ribeirão da Mula, passando pelo flanco esquerdo da Serra do Barro Vermelho em direção ao Norte. A segunda estrada importante, fazia o elo de ligação da estrada real com a região de Crixás e Pilar de Goiás, que também se dirigia à cidade de Goiás, Capital do Estado. Claro que essas rotas tinham como principal objetivo, a extração, comercialização e transporte do ouro dessas regiões citadas.
Na região de Campinas se praticava a criação dos gados bovinos, eqüinos e muares, numa extensão de pastagens naturais. Não se tem conhecimento da existência de tribos indígenas habitando a região, embora sabe-se que índios vindos das margens do rio Javaés, eram caçadores esporádicos na Serra da Titara. Em grandes áreas de Terras viviam várias famílias: Às margens do Córrego Matão, a família do senhor João Ataides e Antônio Juca, na Fazenda Barro Vermelho, a família do senhor Florentino Lucas Franco. O povo de Campinas, embora lentamente, continuava crescendo e já com alguns estabelecimentos comerciais de pequeno porte.
O dia sete de setembro era sempre lembrado, com procissões, rezas e comidas, na residência do senhor João da Rocha Lemos. Em 1935, numa iniciativa dos habitantes do povoado, em rudes instalações, funcionava-se a primeira Escola, na qual lecionaram como primeiros Professores o senhor Macaro de Brito e Tiago de Tal. Ainda no ano de 1935, pela primeira vez o Povoado Campinas foi surpreendido com a chegada de um veículo auto motor, um Jeep, conduzido pelo Dr. Júlio e acompanhado pelo senhor Eneias Fernandes de Carvalho que se dirigiam a Amaro Leite, em busca de descobrir jazigos de ouro. Em 1936, embora sem máquinas, foi construída manualmente a estrada que ligou Santana do Machombombo (Uruaçu) a Descoberto (Porangatu) passando pelo povoado Campinas, dando ao povoado um novo impulso desenvolvimentista, por onde o primeiro veículo a trafegar foi o Ford (Baratinha) conduzido pelo Sr. Aníbal Jardim, da cidade Paulista de Batatais e comprador de gado bovino aqui nessa região. …