Heliópolis (Bahia): História
No início do século XX, o fazendeiro e comerciante José Umburana se apossou de terras no atual município e, debaixo de uma enorme árvore, iniciou a prática de matar um boi sempre aos sábados e vender a carne àqueles que passavam pela região. Desta forma, outras pessoas também resolveram vender alguns produtos debaixo da referida árvore, iniciando assim uma pequena feira livre, que atraiu comerciantes de localidades vizinhas, como Fátima, Cícero Dantas, Pombal, Amparo e Poço Verde. Deu-se ao local em que realizava a pequena feira livre o nome de Pau Comprido e, com o passar do tempo e o aumento de circulação de pessoas na área, iniciou a construção de uma igreja, em cujos arredores residências começaram a ser construídas, dando início a uma povoação, que recebeu o nome do local.
O Decreto estadual nº 7237, de 29 de janeiro de 1931, elevou a povoação de Pau Comprido à categoria de distrito, com o nome de Novo Amparo, dentro da vila de Amparo, que logo seria anexada à Cipó. Por meio do Decreto-lei estadual nº 11089, de 30 de novembro de 1938, o distrito foi renomeado para Heliópolis. Em 1958, Ribeira do Amparo recuperou sua autonomia e levou consigo o distrito de Heliópolis. Isso propiciou que a administração pública, antes sediada em Cipó, se aproximasse do povoado, trazendo novos melhoramentos, como escolas, postos de saúde e energia elétrica.
Na década de 1950, por iniciativa do Governo da Bahia, para combater as secas, foi construído um açude no distrito.
A Lei estadual nº 4.429, de 11 de abril de 1985, sancionada pelo então governador João Durval Carneiro, desmembrou o distrito de Heliópolis de Ribeira do Amparo e o elevou à categoria de município, sendo instalado em 1° de janeiro de 1986, com a posse do primeiro prefeito, o professor sergipano José Emídio Tavares de Almeida Santos (PMDB), o "Zé do Sertão", que exerceu seu mandato entre 1986 a 1989, sendo depois eleito novamente prefeito em 1992, pelo PTB, quando renunciou ao seu mandato no Executivo em fevereiro de 1993 para assumir o de deputado estadual na Assembleia Legislativa da Bahia e, em 2004, tornou-se prefeito de Heliópolis, pela terceira vez, pelo Partido da Frente Liberal (PFL).
Em 1987, teve início a manifestação cultural popular da Festa de São Pedro em Heliópolis, com a realização da primeira edição desta festa popular no município durante este ano.
Em 1988, ocorreu a segunda eleição municipal para a Chefia do Poder Executivo Municipal de Heliópolis. Nestas eleições, Aroaldo Barbosa de Andrade foi eleito, o que o tornou o segundo prefeito da história heliopolense. Foi em sua gestão que Heliópolis adotou sua lei orgânica municipal. Aroaldo Barbosa voltaria a ser eleito novamente prefeito de Heliópolis em 1996, quando concorreu pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). Na virada do milênio, em 2000, reelegeu-se, concluindo o seu terceiro mandato no ano de 2004.
Em outubro de 2024, o município de Heliópolis obteve notoriedade nacional em razão do assassinato por arma de fogo de três estudantes adolescentes dentro de uma escola pública situada no povoado de Serra dos Correias, zona rural do município, por um colega, estudante adolescente de 14 anos de idade, que se suicidou com a mesma arma usada no ato infracional análogo à homicídio.