São João do Caru: História
Os primeiros exploradores começaram a chegar no início da década de 60 e eram caçadores que passavam semanas nas proximidades do rio Caru onde hoje é a praia dos festivais e percorriam veredas abertas onde atualmente é a rua Getúlio Vargas, no entanto, não fixaram morada pois ano após ano seguiam o curso rio acima, deixando suas marcas como cabanas abandonadas, limoeiros que nasceram das sementes que os mesmo jogavam fora, inclusive após o início do povoamento, o caminho deixado por eles era chamado de vereda do limão, hoje chamada de rua Getúlio Vargas, ficando no entanto parte da rua conservando esse nome, a rua do Limão.
No dia 17 de julho de 1966, deu-se início ao povoado de São João do Carú, através de seus fundadores: José Leondidas Siqueira e seu irmão Aldenor Leondidas Siqueira, procedentes do povoado Barra do Carú. Chegaram na região para trabalhar em roças e exploração da caça e da pesca. A chegada de outras famílias aconteceu logo no ano seguinte e foram elas, a família do Senhor Faroal Leondidas Siqueira, Raimundo Nonato Siqueira, José Grande, Francisco Leonor, João Calado e também o senhor Caetano.
Há ainda o histórico da passagem aqui pela região, no início da década, dos senhores Carlos Gomes e Caetano, que trabalhavam no local onde hoje é o povoado Seringal e que aqui sempre pernoitavam em cabanas sempre que estava de passagem.
Em 1965 o Senhor Aldenor Leondidas Siqueira acompanhado de outros caçadores oriundos do povoado Barra do Carú, aqui aportaram com o intuito de caçar, pescar e quebrar coco babaçu, permaneceram por alguns dias e após explorar a região, o Sr. Aldenor chegou à conclusão de que esse era um lugar bom para se viver e decidido, chegando de volta à Barra do Caru, convocou aos parentes e vizinhos para se mudarem para o local por ele descoberto e que considerava ideal para uma nova povoação. Um ano após, muitos tinha mudado de ideia, assim, em 17 de julho de 1966 às 14:30h chegaram os primeiros moradores desse novo povoado, o Senhor Aldenor Leondidas Siqueira, sua esposa Joana Fernandes de Oliveira e seu irmão José Leônida Siqueira. No ano seguinte chegaram outras famílias dentre elas, a família do Senhor Faroal Leonidas Siqueira, do Senhor Raimundo Nonato Siqueira, e do Senhor José Grande.
Como o objetivo era sobreviver da prática da agricultura dentre outras atividades, lavraram suas primeiras roças de arroz que ficavam exatamente onde hoje é a rua do comércio, que se estendiam desde a esquina da rua do porto onde fixaram sua moradia.
Nessa época, os índios tinham migrado para dois pontos: às margens do rio Caru, hoje porto Franco e as margens do rio Turi por causa da chegada dos colonizadores, e com o aumento significativo da população, consequências terríveis se tornaram inevitáveis, um surto de gripe acometeu aos índios que tinham se adaptado ao contato com os moradores do povoado, e com o isolamento e distância para os povoados mais próximos, morreram centenas de índios chegando a dizimar famílias inteiras. Com a interferência de um casal de antropólogos, Fiorelo e Valéria Aparício, conseguiram capturar e salvar da morte alguns índios, dentre eles os jovens Iapó Guajá e Jeí Guajá.
A princípio, o nome do povoado era Igarapé São João, visto está próximo ao igarapé em cujas margens era abundante uma árvore chamada são-joão (que nomeou inicialmente ao igarapé e logo em seguida ao povoado). Só mais tarde passaram a denominar São João do Caru, por causa do rio Caru e sua importância para a população. …