Mostardas: História
A colonização de Mostardas foi feita por imigrantes açorianos, com presença de habitantes da Ilha do Pico, de onde proveio o imigrante Antônio Valim de Azevedo, que empresta seu sobrenome para o atual distrito do Valim, com seu Esporte Clube Internacional do Valim.
Em 1738, já existia um Posto Militar de Vigilância chamado "Guarda das Mustardas". O nome Mustardas permaneceu até o início do século XX, quando passou a ser conhecido como Mostardas.
No dia 18 de janeiro de 1773, é criada a Freguesia de Mostardas que, posteriormente, torna-se distrito de São José do Norte.
Em 26 de dezembro de 1963, o distrito emancipa-se de São José do Norte e são instalados os Poderes Executivo e Legislativo em 11 de abril de 1964.
Quanto ao nome Mostardas, não há uma explicação documentada e oficial. Uma das hipóteses sugere que o município o recebeu por causa da grande quantidade do vegetal comestível encontrado na região (ver mostarda).
Outra hipótese elencada pela historiadora Marisa Oliveira Guedes informa que o nome Mustardas foi dado não pela quantidade de vegetal, que não existe em abundância nos campos, e sim, porque Mustardas eram trincheiras usadas durante as guerras em Portugal, as quais eram cobertas com uma esteira de taquara e junco, camufladas pelo vegetal mostarda, visto que este vegetal não murcha.
Através da Lei Municipal nº 4.443, de 06 de junho de 2022, de autoria do vereador quilombola Jorge Amaro, Mostardas foi oficializada como a primeira cidade afro-açoriana do Brasil. Conforme Amaro "O que os municípios de Mostardas, Palmares do Sul, Capivari do Sul, Tavares e São José do Norte tem em comum? No ponto de vista geográfico, localizam-se no istmo de terras entre a Laguna dos Patos e o Oceano Atlântico na região do "Litoral Médio” do Rio Grande do Sul, denominado de Litoral Negro, pela doutora Claudia Daiane Molet. Segundo a pesquisadora, este litoral tem a presença negra desde sua origem, seja pelo trabalho escravizado, seja pelo assentamento dos quilombos, desde, pelo menos, a primeira metade do século XIX. Este litoral negro é marcado por redes de parentescos, de famílias negras que se estendem nos diversos municípios, de práticas religiosas e culturais que marcam intensamente a região."