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Malhador: História

Malhador: História

Bem no centro do Estado de Sergipe, num planalto, está edificada a sede do município de Malhador, a 49 quilômetros de Aracaju. Com terras, excelentes para a agricultura o local onde se encontra Malhador é alto e seguro. Tornou-se um ponto certo para os criadores levarem seus rebanhos. Daí a explicação do seu nome: “lugar alto e plano onde o gado se deita para ruminar e descansar”. Curiosamente, o município não nasceu a partir da construção de uma capela, mas as primeiras casas surgiram para que os vaqueiros da cidade de Itabaiana (Sergipe) pudessem descansar.
A igreja de Malhador custou muito suor e trabalho. Anos e anos de coletas, leilões, ajudas para construí-la. Foi construída aos poucos, aos pedaços. A ideia, estimulada pelo padre de Riachuelo (Sergipe), Manoel José de Oliveira, português de quatro costados, conservador, mas dinâmico, preocupado com o seu rebanho. Mas foi padre João Marinho de Souza, também português, que iniciou, em 1933, a construção. Construídas as bases, só em 1936 é feito o altar. É de se destacar o trabalho de Lúcio Pedreiro, e de Zé de Beata, os dois grandes mestres da obra.
A base da sua economia era, e continua até hoje sendo a agricultura. Um dos principais produtos agrícolas é o inhame, da família dos tubérculos, que se desenvolve de acordo com a quantidade de água que lhe é fornecida. O forte poder econômico gerado a partir dessa produção pode ser comprovado pelos resultados alcançados pelas famílias envolvidas no plantio.
Atualmente Malhador é conhecida como a terra do Inhame.
A cidade de Malhador é detentora de um grande manancial de água, represada através da barragem do rio Jacarecica II, na divisa com o município de Areia Branca.

Os primeiros registros da existência de Malhador são do final de 1660. Mas apesar da influência e da proximidade com a cidade de Itabaiana, quando Riachuelo se tornou vila, em 1874, Malhador passou a ser dependente dela. Essa dependência trouxe alguns frutos, como por exemplo a cana-de-açúcar, que tinha em Riachuelo uma gigantesca produção.
Malhador chegou a ter os engenhos do Caboclo, que iria pertencer a Augusto da Santa Rosa; o do Motaca, de José Joaquim de Santana Cardoso e o de Conguandá, de José Tavares.
Algum tempo depois, dois deles acabaram se transformando em alambiques e fazendas de criação de gado, restando somente o engenho Motaca em atividade, nas mãos de João Cardoso. Neste ínterim, havia a Fábrica de Farinha do Saco do Fundo pertencente a Mário Geraldo das Mercês e a Ferramentaria com Usinagem dos senhores José e Manoel Dalcin, os quais encerraram suas atividades em meados dos anos 50 do século passado.
Partes destes engenhos podem ser encontradas no Museu Afro-Brasileiro em Laranjeiras
Houve quem pretendesse mudar o nome de Malhador para São José, nome do Padroeiro, no entanto, a tentativa não logrou êxito. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Malhador“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Paul R. Burley, CC BY-SA 4.0 – Wikimedia Commons