São Gonçalo do Rio Abaixo: História
As primeiras famílias da região vieram de diversas localidades, migrantes, principalmente do Rio de Janeiro, Salvador, Guaratinguetá, São Paulo, Ouro Preto e Mariana. Esses primeiros desbravadores passaram a ocupar o território, em grande parte, pela afoita procura de terras férteis para a prática da agricultura, às margens do rio Una.
Apesar de São Gonçalo do Rio Abaixo não ter prosperado como as demais localidades da região aurífera, pode-se comprovar que o seu território se baseava na mão de obra escravizada e que era responsável por considerável produção agrícola. Um grande número de portugueses, vindos principalmente de Braga, também migraram para a região. Estes portugueses deram origem as tradicionais famílias do povoado e deixaram como prova de sua influência a escolha do padroeiro do arraial do Rio Abaixo, São Gonçalo do Amarante, santo de origem portuguesa.
O povoado surgiu na década de 1720, às margens do rio Santa Bárbara, ao pé da Serra do Catunguí. Dá-se como origem do topônimo, homenagem ao padroeiro São Gonçalo do Amarante e por existir no município de Santa Bárbara de onde se desmembrou, um povoado com o nome de São Gonçalo do Rio Acima, daí, para se destacar, optou-se por "São Gonçalo do Rio Abaixo". A Paróquia São Gonçalo, por sua vez, foi criada em junho de 1850. Já o município foi emancipado em 30 de dezembro de 1962.
Em 2006, a Vale S.A. passou a explorar minério de ferro na região, através da Brucutu, aumentando a arrecadação e o desenvolvimento urbano. No entanto, a recessão econômica, iniciada em 2014, desacelerou as operações mineradoras, causando desemprego e quedas de receita. Contudo, passado esse período instável, a mineração permaneceu integrada à economia da cidade.