Heimatgeschichte · São José do Calçado ·

São José do Calçado: História

São José do Calçado: História

A verdadeira história do nome da cidade se refere ao rio que a corta, que tem suas margens calçadas de pedras. Assim como Bom Jesus do Itabapoana, Cachoeiro de Itapemirim, e centenas de outras cidades levam no seu nome o rio que a corta.

Desbravando a mataria inóspita, na ânsia de conquista do desconhecido no seio da floresta secular, Marciano Lucio e o caboclo Valério, os bandeirantes intrépidos que vieram edificar o marco de uma futura civilização, abriram com o fio de aço de seus,machados, o primeiro espaço que o sol aproveitou para o seu primeiro beijo á terra virgem que, antes, somente podia espreitar através da ramagem espessa das suas árvores gigantescas.
O casebre rústico que lhes dava teto amigo tinha a protegê-lo uma pequenina ermida de palha e taipa que esses dois abnegados ergueram ao lado de suas palhoças e onde num altar tosco puseram a figura do padroeiro de suas crenças - São José - com o fervor evangelizador de um ideal.
Foi assim que da imaginação aventureira de dois brasileiros gerou a hoje prospera e bonita cidade de São José do Calçado.
Deixando o planalto de "Fazenda Velha", ótimo local para uma cidade, os, dois solitários sertanejos subiram as ladeiras ásperas da vertente leste da Serra do Jaspe e no alto das suas cercanias assentaram a sua tenda, como se ' procurassem a vizinhança das nuvens na crença fervorosa de ficarem mais junto ao Criador.
Como sempre, vinham os destemidos descendentes de Catarina Paraguaçu e Marcílio Dias abrir e fecundar a terra alheia, por isso que, os senhores feudais da época, mesmo habitando as Minas Gerais, de lá estendiam os seus domínios à terra capixaba que lhes seria futuro mealheiro para suas abastanças.
José Dutra Nicácio era o senhor das vertentes de São José do Calçado e, numa extensão infinita de léguas exerciam ainda o seu poderio, outros mineiros que de lá das Alterosas Montanhas sonharam a fundação de uma fecunda e alvissareira povoação: Fernandes Dutra, José Francisco Furtado de Mello, Bento José Furtado, Manuel Basílio de Sousa, José Lino da Silveira, Dr. Honório da Fonseca e Castro.
Conquistado ao domínio das feras o ínvio sertão, foram chegando, já destemidos, outros colonos, animando, com a sua presença aqueles que traçaram a epopeia da coragem e do destemor: Antônio Lúcio de Sousa, ferreiro, e Vicente Ferreira de Sousa e sua companheira Justina de Sousa.
Quando em 1869 Filipe Dinis Poubel, vindo da colônia suíça de Friburgo, ali chegou, somente quatro casebres existiam: o de Valério, o de Marciano Lúcio, o do ferreiro Antônio Lúcio e o de Vicente Ferreira.
Seu pai, o suíço Francisco (François) Poubel que veio para o Brasil em 1818, fez parte da guarda do Imperador Pedro I ao tempo da Independência.
O suprimento de mercadorias para os primeiros habitantes era feito por intermédio do Porto das Caixas e, posteriormente pelo de Limeira, sobre o rio Itabapoana, pouco abaixo da estação de Santo Eduardo, vindo em canoas, da barra até ali e depois em lombo de alimarias; até a pequena sede, encravada no meio da selva.
Solidários no isolamento, viviam os primitivos habitantes, só tendo por companhia o silencio, a sombra das matarias espessas e a cumplicidade soturna do azul escuro das encostas íngremes de suas pedreiras. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „São José do Calçado“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Machal F, CC0 – Wikimedia Commons