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Gouveia (Minas Gerais): História

Gouveia (Minas Gerais): História

Gouveia foi fundada por Maria Gouveia, peça fundamental na história gouveiana, mas só prosperou após o Barão de São Roberto chegar à cidade.
Existia nesse território, uma pensão pertencente a Maria Gouveia, de origem portuguesa, devota de Santo Antônio. Tanto que certo dia, numa noite enquanto o arraial dormia, ela mandou um de seus escravos, para roubar a imagem de Santo Antônio que ali era venerada e o colocou sobre uma grande pedra salientada dentro de sua propriedade. No dia seguinte por sua ordem, espalhavam a notícia de que o santo fugira à noite. E assim se fez sucessivamente até que o povo finalmente acreditasse que Santo Antônio queria que construísse para ele uma igreja naquele arraial. Foi então que se ergueu uma capela dedicada a Santo Antônio e o novo arraial que agora se formara, ganhou o nome de Arraial de Santo Antônio.
Em 7 de abril de 1841 o curato torna-se freguesia, com a fundação da Paróquia Santo Antônio da cidade de Gouveia. Nos primeiros anos, a paróquia pertenceu ao Arcebispado primaz de Mariana; até que no ano de 1854, foi desmembrada para o recém criado Bispado de Diamantina.
Pouco se sabe sobre esses fatores, porém, em princípio, foi sem dúvida pelos que fixaram-se ali para o cultivo da terra fértil e, sobretudo, pelos garimpeiros aventureiros em busca de ouro e diamante, já que a área de Gouveia estava na "Demarcação Diamantina", determinada pela Real Coroa em 1731. Dona Maria de Gouveia, uma das primeiras habitantes, foi crucial para o desenvolvimento da povoação. Com aptidão comercial e habilidade política, ela trouxe progresso ao Arraial, atraindo mais famílias, fazendo crescer a população e transformando o povoado em uma vila.
A industrialização de Gouveia começou por volta de 1850, com a ida do Barão de São Roberto, para realizar a instalação de diversos empreendimentos, começando com uma casa de "negócios de secos, molhados e gêneros, depois passando a atuar em diversos outros segmentos, inaugurando uma fábrica de tecidos em 1888.
A fábrica de tecido então passou a chamar fábrica de São Roberto, que foi durante muito tempo a principal fonte econômica da cidade. (Também nome da pequena vila, próxima e pertencente à Gouveia).
A construção da fábrica de tecidos teve início em agosto de 1886, com a compra do maquinário e início das instalações no terreno doado por Antônio José Ribas. O transporte das máquinas de Gouveia até São Roberto, um trecho de 2 km, durou 5 dias em razão da complexidade do transporte e atoleiros ocorridos.
O Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, de 8 de agosto de 1887, reproduzindo matéria do Jornal "Sete de Setembro" de Diamantina, colocou uma nota em seu setor de "Notícias Várias" a seguinte manchete: "Mais uma fábrica de tecidos vai se fundar em nosso município.; as bases estão assentadas e brevemente começará a construção. O florescente Arraial de Gouvêa, distante desta cidade 35 km, que vai possuir mais este importante estabelecimento industrial, por iniciativa da importante e prestimosa família Alves, que de tempos a tempos aumenta a prosperidade daquele arraial com mais um elemento de vida e riqueza. Vai ser levantado por meio de ações de $200 cada uma, as quais já estão todas passadas, o capital que é de 120:000$000. Girará a associação sob a firma de Alves, Ribas, Ribeiro e Cia., e o estabelecimento com a denominação de Fábrica de Fiação e Tecidos São Roberto. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Gouveia (Minas Gerais)“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Earth Science and Remote Sensing Unit, Lyndon B. Johnson Space Center, Public domain – Wikimedia Commons