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Estiva Gerbi: História

Estiva Gerbi: História

De acordo com pesquisas arqueológicas no nordeste paulista, os primeiros indícios da presença de grupos humanos entre os vales dos rios Mojiguaçu e Pardo datam de 8.000 anos atrás, tendo sido identificados em um sítio lítico no município de Mogi Mirim. Nômades e produtores de uma grande diversidade de instrumentos líticos associados às tradições tecnológicas Umbu e Humaitá, esses primeiros grupos habitavam pequenos acampamentos em topos e vertentes de morros, bem como em terraços aluviais.
Por sua vez, os primeiros grupos indígenas ceramistas (geralmente associados às tradições tecnológicas Aratu ou Aratu-Sapucaí) teriam alcançado o nordeste paulista a partir do século I da Era Cristã. Semi-sedentários e mais numerosos, dominavam a agricultura de plantas ricas em carboidratos como o milho e a mandioca. Construíam grandes aldeias em círculo ou semicírculo, circundando um grande pátio central, onde eram realizadas festas e rituais. Por outro lado, alguns sítios arqueológicos identificados às margens do rio Mojiguaçu atestam a presença de grupos ceramistas associados à tradição Tupiguarani há pelo menos 1.500 anos atrás. De acordo com estudos recentes, esses grupos indígenas seriam os ancestrais diretos daqueles encontrados pelos colonizadores luso-brasileiros, falantes de línguas filiadas aos troncos Macro-Jê e Tupi-Guarani.
Embora sejam limitados os registros das populações indígenas que habitavam a região quando da chegada dos primeiros colonizadores portugueses durante o século XVI, há relatos da presença de Kaingangs, Guaranis, Guayanás e Tamoios, entre outros. Essa aparente ausência de informações é resultado do próprio processo de ocupação da região entre os rios Mojiguaçu e Pardo em direção ao interior, uma vez que os diversos relatos de lutas entre indígenas e as expedições conhecidas como “entradas” e “bandeiras” não tenham deixado descrições mais precisas sobre os costumes e modos de vida destas populações, ou mesmo a qual etnia pertenceriam estes indígenas. Contudo, esses mesmos relatos dão conta de um numeroso contingente, que teria sido pouco a pouco reduzido e “empurrado” para regiões mais interioranas do Brasil central.
Segundo Manuel Pereira de Godoy, autor de livros sobre a história colonial do nordeste paulista,
"...toda a região compreendida entre Piracicaba, Rio Claro, Porto Ferreira, Pirassununga e até Mogy-Mirim e Mogi-Guassu foi ocupada por volta de 1625, como grande território de caça, de pesca, de obtenção de recursos naturais para o citado grupo Tupi-Guarani, pois, todos os materiais líticos (machados, martelos, raspadores, pilões, pontas de lança e de flechas, etc.), a cerâmica, os desenhos e os rituais funerários são semelhantes entre si em toda a mencionada região. (...). Os primeiros humanos foram índios da grande família Tupi-Guarani que aqui chegaram por volta de 1625 e aqui permaneceram até o ano de 1880 (cerca de 255 anos de ocupação) (...). Provavelmente, um grupo Tupi-Guarani que entrou pelo sul do Estado, continuou na sua marcha, atingiu a região do atual Rio Piracicaba, continuou até chegar ao vale do Mogi-Guaçu".
As mencionadas “entradas” e “bandeiras”, expedições motivadas pela busca de minas de metais preciosos e de indígenas para mão-de-obra escrava, acabaram contribuindo para a formação de povoados no nordeste paulista, uma vez que este servia de rota de passagem para outras regiões do interior brasileiro. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Estiva Gerbi“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: MARCO AURÉLIO ESPARZ…, CC BY-SA 3.0 – Wikimedia Commons