Capitólio (Minas Gerais): História
A história de Capitólio começa no fim do Ciclo do Ouro, por volta de 1800, quando o esgotamento das jazidas auríferas e de diamantes levou à diáspora da população urbana, redirecionada para agropecuária.
A região ainda era conhecida como “Mata do Rio Piumhi”, quando os portugueses Machado de Faria e Gonçalves de Morais, apontados como primeiros exploradores, formaram fazendas na região fartamente irrigada por diversos cursos d’água, abundantes fauna e flora. Os sinais de terras férteis se confirmaram, as fazendas prosperaram e atraíram rotas de tropeiros, comércio e o assentamento de novas famílias.
Em 1830 se mudaram para Capitólio os irmãos João Francisco, Manoel Francisco e Antônio Francisco. Formou-se um povoado que cresceu e ficou conhecido como “Arraial dos Franciscos”, onde também se reuniam outros fazendeiros da região. Em razão de sua proeminência, os três irmãos eram apontados como "cabeças", o que valeu o apelido do "Arraial dos Cabeças" - mais tarde resumido a "Capitólio", em cujo brasão de armas os três Franciscos são homenageados.
Atraído pela fertilidade do solo, em 1893 Pedro Messias adquiriu e se instalou em terras de grande extensão, cultivando-as. A atividade agropecuária prosperou, atraiu novas famílias e o desbravamento do território se realizou rapidamente, facilitado pela ausência de silvícolas. Encantado com o desenvolvimento do povoado, Pedro Messias doou terreno e recursos para construção de uma capela, o que se realizou entre 1895 e 1900. A capela foi erguida em honra de São Sebastião, padroeiro da cidade. Daí em diante o arraial ficou com o nome de “Arraial de São Sebastião dos Franciscos”.
A Lei estadual de Minas Gerais n. 843, de 7 de setembro de 1923, refere-se a "Capitólio, com sede no povoado de São Sebastião dos Franciscos", desmembrado de Piumhi para ser anexado ao então criado município de Guapé.
Em 1943, a Vila de Capitólio reivindicava sua emancipação, mas uma disputa territorial com Guapé frustrou a emancipação de Capitólio, mas seu território foi transferido para a jurisdição administrativa do município de Piumhi.
Cinco anos depois, o Governador Milton Campos sancionou a Lei estadual 336, de 27 de dezembro de 1948, que criou o Município de Capitólio, assim e então emancipado, fazendo divisas com os municípios de São João Batista do Glória, São Roque de Minas, Piumhi, Guapé e Alpinópolis.