Conceição da Aparecida: História
Conceição da Aparecida teve o inicio de sua história com a chegada de três escravos fugitivos que foram habitar a região; chegando descobriram vestígios de ouro e eles voltaram ao seu senhor com a noticia, pedindo em troca, o perdão pela falta que cometeram ao fugir. O senhor se estabeleceu na região, mas observando que o garimpo não correspondia com a quantidade pretendida, abandonou-o voltando a seu lugar de origem.
Em 1812, José Alves Ferreira comprou o direito de posse e trouxe toda sua família, dando início na fazenda que recebeu o nome de Fazenda da Povoação a pequena comunidade. Com a chegada de outros moradores que adquiriram também seus direitos de posse, concluíram que seria possível a formação de uma cidade, a qual se iniciou com doações de terrenos para Igreja (paróquia) que faria a administração, pois, se necessitava de uma liderança. Cachoeira do Espírito Santo foi o nome dado ao povoado devido à existência de uma cachoeira no córrego Espírito Santo (Marreca) que passa pelo território.
Em 1871, passou a denominar-se Conceição da Aparecida em virtude de uma promessa feita por um dos doadores dos terrenos a Nossa Senhora de Aparecida.
Em 22 de julho de 1872 partiu da fazenda do Macuco uma procissão com o andor de Nossa Senhora da Conceição, cuja imagem vinda de Portugal, sob a encomenda do Barão do Carmo, se entronizava na Capela do arraial, quando foi celebrada a primeira missa pelo padre Jones Nery de Toledo Lion, vigário de Carmo do Rio Claro.
A 6 de dezembro de 1879 a Capela de Nossa Senhora da Conceição da Aparecida se eleva a categoria de Freguesia. Após três anos, em 1 de agosto de 1882 é a elevação da antiga capela à Paróquia pela provisão dada e passada na Câmara Episcopal de São Paulo, cumprindo a Lei nº. 2.544 de 6 de dezembro de 1879, da Assembleia Legislativa da Província de Minas Gerais. É a mesma Lei que a elevou a Freguesia.
Conta-se que o codinome Barro Preto se originou quando um Padre, vindo de São Joaquim da Serra Negra, sofreu uma queda de seu cavalo, sujando de um barro muito escuro e ao se lavantar exclamou "que barro preto"; os moradores da localidade ao saberem do fato, passaram a entao chamá-la carinhosamente de Barro Preto.
Mas a realidade do codinome é a de que: tropeiros que transportavam e comercializavam mercadorias vindas a vapor pelo Rio Sapucaí e aportavam no chamado Porto Carrito, próximo a Carmo do Rio Claro e estes quando a caminho da Estação Ferroviária de Movimento – entre Alterosa e Areado – tinham como referência de encontros, geralmente para pernoitarem numa hospedaria no local conhecido por Barro Preto, devido a cor escura de um barro num lamaçal que predominava nas proximidades do ribeirão Jacutinga.
Tornando cidade, inicia-se a luta para sua emancipação, quando em 19 de abril de 1934, registra-se a chegada do Padre José Antonio Pannuci (ao qual sera sempre lembrado por suas inúmeras obras de caridade) um dos principais líderes e coordenador do movimento emancipacionista. Por duas vezes a emancipação não foi reconhecida, devido à resistência carmelitana. Mas com a persistência do povo aparecidense, a luta continuou até 11 de dezembro de 1943, o Interventor de Minas Gerais, Dr. Benedito Valadares Ribeiro, assina o Decreto de Emancipação.
Aos 17 dias do mesmo mês foi aclamado o nome do Sr. João Barbosa Sobrinho, para primeiro Prefeito do município.
Aos 31 dias do mês de dezembro de 1943, foi criado o município pelo Decreto Lei nº. …