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Palmeiras (Bahia): História

Palmeiras (Bahia): História

Com o início da ocupação do Sertão das Jacobinas, nome pelo qual era conhecida a região da Chapada Diamantina durante o período colonial, diversos agentes colonizadores de origem europeia passaram a ocupar as terras e expulsar os habitantes nativos da região, que fugiam da escravização ilícita praticada por exploradores e curraleiros ou até mesmo do genocídio praticado por soldados e autoridades vinculados à Coroa Portuguesa em expedições de "guerra justa".

A despeito do auge da mineração, entre os anos de 1857 a 1861, houve uma forte estiagem que atingiu a Chapada Diamantina como um todo, gerando episódios de fome, escassez e carestia de alimentos, movimentos migratórios e prejuízos ao comércio desenvolvido nas povoações situadas na região, incluindo aquelas situadas no atual município de Palmeiras.

Em 1891, como reflexo da emancipação que exigia a implantação de serviços públicos básicos, a professora Altina Martins da Rocha assumiu a cadeira do sexo feminino na Villa Bella das Palmeiras, após remoção de Xique-Xique de Igatu, conforme os Actos de 28 de abril de 1891 (ato de criação da cadeira) e 30 de abril de 1891 (ato de remoção), e o professor João Saturnino da Fonseca, nomeado para ocupar a cadeira mista de primeira classe na Villa Bella das Palmeiras, conforme Acto do dia 2 de junho de 1891, expedido pela Diretoria Geral da Instrução Pública do Estado da Bahia.
Apesar de emancipado, sob a ótica do Poder Judiciário, o município era considerado um mero "termo judiciário" que estava subordinado à jurisdição da Comarca das Lavras Diamantinas, cuja sede era situada em Lençóis, e que teve como primeiro juiz de direito, após a estruturação da magistratura em 1892, o bacharel Jacintho Ferreira da Silva.

Segundo o Almanak do Estado da Bahia para o ano de 1899, naquele ano, o intendente de Villa Bella das Palmeiras era Aparicio da Cunha Menezes.
De acordo com o Almanak Laemmert para o ano de 1915, o município de Palmeiras possuía 8.000 habitantes e, apenas, 575 eleitores. Naquele ano, este município era administrado pelo tenente-coronel Lormino Pereira dos Santos, que havia sido nomeado Intendente, cargo equivalente ao de chefe do Poder Executivo. Já o coronel Joaquim de Castro Lima exercia o cargo de presidente do Conselho Municipal, órgão equivalente ao Poder Legislativo municipal.
Nessa época, uma das principais lideranças políticas estaduais que exercia influencia política sobre os intendentes locais era o então deputado estadual Olympio Barbosa, político que era vinculado ao líder coronelista Horácio de Matos.
Mudanças na educação local a partir de 1924, quando o município de Palmeiras teve sua rede de ensino ampliada de 4 (dado de 1923) para 6 escolas (dado 1926), com as matrículas de alunos aumentando de 87 (dados de 1923) para 302 (dados de 1926), por causa da iniciativa de Anísio Teixeira à frente da Inspetoria Geral de Ensino do governador Góis Calmon, em que ele atuou na ampliação do acesso à educação no interior da Bahia.
A década de 1920 também foi marcada pelo combate a diversas epidemias como a da gripe espanhola e a da peste bubônica. Por sinal, a ocorrência dos primeiros surtos epidêmicos de peste bubônica no ano de 1926 na cidade de Palmeiras e na vila de Campos de São João motivaram a ida à Palmeiras de uma "Comissão do governo" do estado da Bahia às “Lavras Diamantinas”, comissão sanitarista chefiada pelo médico Otto Schmidt que chegou na cidade em 4 de junho de 1927. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Palmeiras (Bahia)“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Joao Quental, CC BY 2.0 – Wikimedia Commons