São Luiz do Paraitinga: História
Em 5 de março de 1688, foram concedidas as primeiras sesmarias no vale do rio Paraitinga pelo capitão-mor de Taubaté, Felipe Carneiro de Alcaçouva e Souza, ao capitão Mateus Vieira da Cunha e João Sobrinho de Moraes.
Durante o governo de Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão, o Morgado de Mateus, à frente da Capitania de São Paulo, entre 1765 e 1775, este recebeu dos moradores do Vale do Paraíba petições para criar uma povoação entre as vilas de Taubaté e Ubatuba. No contexto do início da decadência da mineração de ouro em Minas Gerais e da necessidade de ocupar novas terras e de estimular a produção agrícola vale-paraibana, em 2 de maio de 1769 o governador autorizou a fundação da povoação, com o nome de São Luiz e Santo Antônio do Paraitinga e seis dias depois, em 8 de maio, o sargento-mor Manuel Antônio de Carvalho foi nomeado fundador da povoação, cuja padroeira escolhida foi Nossa Senhora dos Prazeres, santa de devoção do criador da povoação. A freguesia que daria origem a São Luiz do Paraitinga surgiu em 1769, às margens do rio Paraitinga, por onde passava o café e o ouro mineiro que saía da região.
Com incentivos do governador, novos moradores, vindos de Guaratinguetá, Taubaté e Mogi das Cruzes, se fixaram na nova povoação de São Luiz e Santo Antônio do Paraitinga, a qual foi elevada à categoria de vila, desmembrando-se de Taubaté, por ordem régia de 9 de janeiro de 1773, sendo instalada em 31 de março do mesmo ano.
Com a mudança do padroeiro da vila para São Luís de Tolosa, o nome da vila foi alterado para São Luiz do Paraitinga.
Inicialmente, a economia da vila era baseada na agricultura de subsistência. Na década de 1830, o ciclo do café, em alta no Vale do Paraíba Paulista na época, chegou a São Luiz do Paraitinga, gerando ali uma elite cafeicultora, mas os agricultores locais continuaram produzindo gêneros como milho e feijão. O café propiciou a expansão e o acúmulo de riquezas pelos proprietários mais abastados da sociedade. Ainda assim, a cidade continuou produzindo outros gêneros, como milho, feijão, mandioca e cana, não priorizando a produção cafeeira como outras regiões do Vale do Paraíba. …