Heimatgeschichte · Matina ·

Matina: História

Matina: História

Os primeiros registros da ocupação humana no território delimitado pelas encostas da Serra do Espinhaço e as margens dos rios São Francisco, Santo Onofre, Verde Grande e Verde Pequeno identificam que esse espaço era ocupado pelos povos indígenas Tupinaém, Canindé e Mongoió, de acordo com estudos etno-históricos e etnolinguísticos sobre as populações indígenas existentes durante a primeira metade do séc. XVI. No caso das terras que integram o contemporâneo município de Matina, elas estariam situadas em um território tradicionalmente ocupado pelos Tupinaém.
Com as primeiras invasões europeias provocadas pelos sertanistas e bandeirantes que adentraram neste território visando atender ao objeto do empreendimento colonial português de extração de riquezas da região, os povos indígenas originários acabaram sofrendo um genocídio em que os sobreviventes ao extermínio ou à escravidão acabaram sendo expulsos ou aculturados por meio de processos de miscigenação.
Em razão desse violento processo de colonização do território do Alto Sertão baiano, na segunda metade do século XVII, a Coroa portuguesa passa a compreender esse espaço como desocupado e concede uma importante sesmaria ao mestre-de-campo luso-brasileiro Antônio Guedes de Brito que possibilitou a este estabelecer seu grande latifúndio, a Casa da Ponte que após sua morte se converteu em um morgadio. O morgadio Guedes de Brito abarcava uma extensa região de Morro do Chapéu, situada no centro da Bahia, até o Norte de Minas e era dividida em fazendas, que eram alugadas ("arrendadas") àqueles que queriam usar a terra, ou então, era ocupada informalmente, contra à vontade dos Guedes de Brito, por comunidades de posseiros (remanescentes de indígenas, quilombolas, vaqueiros e pequenos camponeses miscigenados) nas áreas menos valorizadas.
Dentre as fazendas que compunham o Morgadio dos Guedes de Brito entre o final do século XVII e meados do século XVIII, o território do atual município de Matina se encontrava inserido dentro dos limites da Fazenda Brejo ou Fazenda Brejo Grande, uma propriedade estabelecida na década de 1690 cuja sede se encontrava nas margens do rio Carnaíba de Fora, um dos formadores do rio das Rãs e que se estendia pelos contemporâneos municípios de Guanambi, Matina, Igaporã e Caetité. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Matina“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Earth Science and Remote Sensing Unit, Lyndon B. Johnson Space Center, Public domain – Wikimedia Commons