Fronteiras (Piauí): História
Segundo a tradição, há mais de dois séculos começou o desbravamento da então Fazenda Lagoa do Rato, concedida em sesmaria a Rita Alves dos Reis, pelo Presidente da Província. Os primeiros habitantes do atual Município de Fronteiras foram membros da família de Manoel Valério Pinto de Meireles, descendente de portugueses e de sua mulher Rita Alves dos Reis, descendente de índios. Do casal, nasceram dez filhos, destacando-se João Batista de Souza, alferes da Casa-mor de Oeiras, então capital da Província do Piauí.
João Batista de Souza foi o herdeiro da Casa-Grande, construída por seus pais e existente ainda hoje. Com a morte de João Batista, a Casa-Grande passou a ser propriedade de seu filho, Manoel Batista de Souza, que doou uma área para a construção da capela local iniciada em 1907. Primitivamente, a localidade se denominou Rato. Em 1910, por ocasião da bênção da capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, mudou-se o nome para Socorro. Em dezembro de 1943, por força da legislação federal que proibia a duplicidade de topônimos, o nome de Socorro foi mudado para Fronteiras, em virtude de sua localização, nos limites com os estados do Ceará e de Pernambuco. Posteriormente, em 1992, a região sul de Fronteiras (que fazia divisa com Pernambuco) se emancipou e foi transformada no município de Caldeirão Grande do Piauí.
== Referências ==