Heimatgeschichte · Florânia ·

Florânia: História

Florânia: História

O povoamento propriamente dito teve início logo após Cosme de Abreu Maciel e sua família terem se instalado nessa região por volta de 1721. O capitão Miguel de Abreu Maciel, pai de Cosme de Abreu, com o capitão Domingos da Silveira receberam, em 1736, a data de sesmaria do Patacorô. Em 1743, Cosme de Abreu com o padre José Freire da Silveira, que era filho de Domingos da Silveira, receberam uma nova sesmaria nas proximidades da data do Patacorô. Em nova petição, Cosme de Abreu, sua filha Januária Gomes de Abreu e o sócio Gregório Carvalho de Deus foram agraciados com a data de sesmaria do Passaribu (posteriormente Rossaurubu) em 1754. Já no ano de 1755, Cosme de Abreu e Ignácia Francisca Fernandes requereram mais uma data de sesmaria ao capitão-mor Pedro de Albuquerque e Melo para eles e suas descendências. Apesar da presença do casal Cosme de Abreu Maciel e Maria Tereza de Jesus na região, foi de fato a partir de seu filho Manoel Antônio Fernandes de Moraes, o pai de Atanásio Fernandes de Moraes, e seus inúmeros descendentes, que realmente difundiu-se a povoação de Flores. Então, no ano de 1856, uma epidemia da Cólera Morbus se espalhou pela região, atacando a população local. E, receoso com o avanço da epidemia, o velho Atanásio Fernandes fez um voto de fé, prometendo construir uma capela para São Sebastião se os moradores da localidade escapassem da terrível doença. Contudo, Atanásio faleceu em 1860 sem conseguir cumprir o seu voto, mas a sua viúva Isabel Maria de Souza e seus filhos levaram a promessa adiante e, em 1865, com a presença do Padre Ibiapina foi iniciada a construção da capela, e sua inauguração aconteceu com celebração da primeira missa pelo padre Idalino Fernandes de Souza nesse mesmo ano. A região já era caracterizada pelas rotas comerciais e caminhos do gado..
É importante registrar que D. Isabel de Souza, viúva do velho Atanásio Fernandes, e mais 10 membros da família fizeram a doação de patrimônio ao Glorioso São Sebastião da Capela do Sítio Flores, na data do Rossaurubu, em 1867. O terreno doado para a capela e cemitério media duzentas braças de comprimento por cem braças de largura. E, para complementar o patrimônio do referido santo, a família Fernandes de Moraes fez a doação de cem braças no Sítio Pedra Lisa, localizado na data do Pericô. Os doadores informaram que esse patrimônio fundiário tinha sido recebido por herança dos seus antepassados Cosme de Abreu Maciel e Maria Tereza de Jesus. Assim, a Vila de Flores surgiu ao entorno dessa capela.
No desenvolvimento do município, houve a influência étnico-cultural de imigrantes italianos, judeus cristãos-novos, africanos e portugueses, permanecendo até os dias atuais a descendência de Manoel Antônio Fernandes de Moraes e sua esposa Angélica Mamede da Conceição, principalmente na comunidade Jucuri.
Tem um rico patrimônio histórico-religioso, que aflora em ícones como a cruz do mártir José Leão, o Monte de Nossa Senhora das Graças e a Igreja Matriz de São Sebastião, um ótimo atrativo natural: o Mirante do Cajueiro, as Cachoeiras dos Tanques e a árvore Pau do Oco. Também pode-se encontrar vestígios do homem da pré-história (pinturas rupestres do Capim Açu e da Chã Preta) e achados cerâmicos dos índios Tupi, que habitavam a região antes da colonização.
Em 1865, a localidade que se chamava inicialmente Roça do Urubu, mudou o nome para Flores de Vassaurubu, e em 11 de agosto de 1873, criado Distrito de Paz pela Lei n. 684, passou a se chamar Povoado de Flores. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Florânia“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Earth Science and Remote Sensing Unit, Lyndon B. Johnson Space Center, Public domain – Wikimedia Commons