Bela Vista de Minas: História
A área do atual município de Bela Vista de Minas foi frequentada por bandeirantes oriundos do estado de São Paulo na segunda metade do século XVII. Contudo, o povoamento só começou a se formar entre os séculos XVIII e XIX. Nessa época, as terras pertenciam aos proprietários Belmiro Ferreira, Ricardo Rancheiro e José Modesto de Ávila. A formação de um povoado teria começado nas margens do córrego Onça, na propriedade de José Modesto, tendo prosperado em função da fertilidade do solo e da proximidade de áreas de mineração. Com a morte desses proprietários, as terras foram sendo repartidas aos herdeiros.
Com o povoamento iniciado, foi construída uma capela dedicada a São Sebastião, pelo que o lugar ficou conhecido como São Sebastião do Onça, no final do século XIX. Na década de 1930, foi implantado o núcleo industrial da Companhia Siderúrgica Belgo Mineira em João Monlevade, cidade vizinha, o que intensificou o crescimento populacional da região. Nesse tempo, o então povoado fazia parte de Itabira, mas passou a pertencer ao município de Nova Era após a emancipação deste, ocorrida mediante a lei nº 148 de 17 de dezembro de 1938.
Na década de 1940, São Sebastião do Onça passou a ser chamado de "São Sebastião de Bela Vista", dada a insatisfação da população com o nome antigo. Pouco depois, a denominação foi simplificada para "Bela Vista". Dado o crescimento populacional da localidade, surgiu um movimento a favor de seu reconhecimento como distrito no começo da década de 1960. Contudo, não chegou a se tornar distrito, tendo ocorrido a elevação a município mediante a lei nº 2.764 de 30 de dezembro de 1962, com o nome de "Bela Vista de Minas". A emancipação foi efetivada em 29 de abril de 1964.
Na década de 1950, a construção de um teleférico da Belgo Mineira para transporte de carvão vegetal, passando pela antiga Capela São Sebastião, fez com que o templo tivesse que ser demolido. Em contrapartida, a empresa doou recursos para a construção de uma nova igreja, entregue em 1963. Esta, porém, tornou-se pouco acessível aos frequentadores após uma alteração do traçado da BR-381, passando na frente da edificação. Com isso, a prefeitura doou um terreno à paróquia para a construção da atual Igreja Matriz, iniciada no fim da década de 70.