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Jucuruçu: História

Jucuruçu: História

=== Toponímia ===

Jucuruçu é vocábulo indígena que significa "cobra grande". Do tupi jucuru: cobra, jacuru ou jucuru; e ussu: grande. Nome dado pelos indígenas devido as curvas do rio, dando a impressão de que o mesmo é uma grande cobra. Diz a lenda que essa cobra existiu, e que após ter sido morta pelo índios, ela se transformou no rio.

Jucuruçu se iniciou com a chegada das famílias Rocha e Rodrigues, retirantes da forte seca que atingiu o semiárido baiano no final da primeira década do século XX. Estabeleceram-se em meados de 1912, ás margens do rio Jucuruçu, por definirem que ali havia terra boa para plantio, criação de animais e água em abundância. O vale do Rio Jucuruçu era conhecido por seu caminho indígena que ligava tribos do norte de Minas Gerais às tribos do Extremo-Sul baiano. Os patriarcas das famílias, respectivamente, foram Ramiro Rocha e José Rodrigues (o "Zé de Du"). As matriarcas das famílias, respectivamente, foram Florzina Rocha e Vitorina Maria Rodrigues. Para unificar as famílias, ocorreu o casamento de Manoel Rodrigues, o "Manoel de Du" com Júlia Rocha; e João Rodrigues, o "João de Du" com Maria Rocha. Os homens, filhos de Zé de Du. As mulheres, netas de Ramiro Rocha. Os Rodrigues que descendem de Zé de Du são conhecidos como "Os Du".
Em 1933, através do Decreto Estadual Nº 8531, foi criada a comunidade Santo Antônio, pertencente ao território do município de Prado. O território foi doado por Manoel de Du para a instalação da zona comerciária, desmembrando parte das terras da Fazenda Venezuela, propriedade de sua família. Em 1934, Ramiro Rocha também contribuiu com doação para o aumento da área territorial do distrito. Logo, chegaram os sobrinhos de Zé de Du, o Augusto Rodrigues, conhecido como "Augusto, O Mineiro" e Manoel Rodrigues, que por ter o mesmo nome do primo, adotou o pseudônimo de "Manoel Tote". A montanha gigantesca, que anuncia a proximidade de Jucuruçu, recebeu o nome de Pedra de Tote, por estar localizada no território da antiga fazenda dos Tote.
Em 1938, o distrito de Santo Antônio passou a ser chamado de Trindade, nome da primeira rua do comércio. O lugar, contudo, ficou conhecido como Chumbo, após Manoel de Du e seu irmão, Dely de Du, quando crianças, terem encontrado um saco de chumbo no riacho que rodeava a região e despejava suas águas no rio Jucuruçu. Assim, quando alguém se referia à localização do lugar, respondiam: "lá naquele lugar do chumbo". Até os dias atuais, este riacho é chamado de Córrego do Chumbo.
Em 1943, através de novo decreto, Trindade passou a ser chamada de Jucururu, notoriamente o nome sofrera um erro de grafia. Na década de 1950, Álvaro Pompilho, escrivão, foi eleito vereador e representante do distrito na câmara de vereadores do município de Prado.
Em 10 de maio de 1961, o distrito de Jucururu é desmembrado do município de Prado, passando a pertencer ao recém criado município de Itamaraju. Foram eleitos Josino Eduardo Brito e Armindo Vieira de Araújo, como representantes do distrito na câmara de vereadores de Itamaraju. Em 1964, elegeu-se vereador Valdemar José Nogueira, permanecendo como representante do distrito na câmara de vereadores de Itamaraju por quatro mandatos consecutivos. Em dezembro de 1968 ocorreu a primeira grande enchente do Rio Jucuruçu. Na década de 1980, elegeu-se vereador Itamar Batista de Araújo, permanecendo como representante do distrito na câmara de vereadores de Itamaraju até a emancipação de Jucuruçu. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Jucuruçu“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Túllio F, CC BY-SA 4.0 – Wikimedia Commons