Belo Vale: História
Acredita-se que os bandeirantes paulistas Paiva Lopes e Gonçalo Álvares, membros da expedição de Fernão Dias Paes, foram os primeiros agentes coloniais a desbravar a região. Em 1735, graças a descoberta de ouro na região da Serra do Mascate, ergueu-se um templo religioso dedicado a Santa Ana. Nos arredores do templo foi constituido um povoado que ficou conhecido como Santana do Paraopeba. Entre 1760 e 1780 foi construída a grandiosa Fazenda Boa Esperança, morada do Barão de Paraopeba. Calcula-se que o empreendimento contava com um plantel de 1000 escravizados que trabalhavam com a exploração de ouro na região.
A terra de Santana do Paraopeba era muito árida, impossibilitando o desenvolvimento da agricultura na região. Justamente por isso, iniciou-se um processo de emigração de fazendeiros, em busca de melhores pastos e terras para plantio. Adentrando pelo rio Paraopeba encontraram, por volta de 1760, um vale, que viria a ser o Belo Vale. Nesse local ergueram em 1754 uma capela dedicada a São Gonçalo. Com o desenvolvimento da região construiu-se uma ponte de madeira, e o lugar passou a ser conhecido como São Gonçalo da Ponte.
Em 1839 foi elevado à categoria de distrito, subordinado a Bonfim. Em 1914 começam as obras de um ramal ferroviário para a região, que prometia grande desenvolvimento a região. A construição foi finalizada em 1917, naquele contexto o distrito havia sido renomeado e passou a se chamar Belo Vale. Em 1926 é construida a Ponte Melo Viana, inteira de cimento importanto da Europa. Com a evolução urbana o distrito emancipou-se, a partir do ato de Benedito Valadares de 1938.