Pocrane: História
Após a volta da expedição de catequização e colonização do francês Guido Marlière, em 1824, o indígena Pokrane resolveu se converter ao catolicismo. Aceitou ser batizado e passou a trabalhar na catequização de outros nativos. Para esse fim, ele se estabeleceu na região do atual ribeirão Pocrane, onde soube da existência da tribo dos Coroados, da qual acabou se tornando um líder. Pokrane residiu nesse local até 1843, quando teve a posse de suas terras usurpada por Manuel António de Sousa.
Em sequência, Pokrane se mudou para Antônio Dias, onde morreu. Manoel de Souza, por sua vez, vendeu parte das terras que eram de Pokrane para Antônio Dutra de Carvalho, enquanto que outra parte permaneceu em sua posse. No entanto, quando Manoel morreu, essa propriedade foi vendida por sua esposa viúva ao tenente Francisco Ferreira, que estava adquirindo outras propriedades pela região. Assim, o tenente requereu a criação de uma sesmaria, denominada "Bom Retiro". Ao mesmo tempo, terras vizinhas, algumas das quais povoadas por indígenas remanescentes, também se tornaram sesmarias, dando sequência ao povoamento.
A localidade foi reconhecida como distrito pelo decreto estadual nº 171 de 22 de agosto de 1890, com o nome de "Nossa Senhora da Penha de Pocrane", ao ser desmembrada de Manhuaçu e incorporada a Caratinga. Posteriormente a denominação foi simplificada para "Pocrane", voltando a fazer parte de Manhuaçu pelo decreto estadual nº 418 de 11 de março de 1891. Em 30 de agosto de 1911, mediante a lei estadual nº 556, foi transferido para Rio José Pedro, atual Ipanema, do qual se emancipou pela lei nº 336 de 27 de dezembro de 1948.