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Arealva: História

Arealva: História

Os primeiros habitantes
A história do município de Arealva, localizado na região do Médio Vale do Rio Tietê, no estado de São Paulo, pode ter seu início narrado a partir dos poucos vestígios deixados por seus primitivos habitantes em épocas pré-históricas.
Os primeiros estudos arqueológicos realizados nas áreas próximas ao município de Arealva, que compreendem a vasta região do Médio Tietê, ocorreram nos anos 70, mas somente na década de 90, a partir da coleta de materiais líticos e cerâmicos de diversos aldeamentos pré-históricos em toda essa área, inclusive no município, é que se pode constatar que as populações primitivas que habitavam essa região não conheciam, em sua maioria, a técnica da manufatura cerâmica, e que por suas características pertenciam aos povos de tradição Tupi-Guarani. No entanto, esses estudos não tiveram continuidade e, sem o aprofundamento das pesquisas, não se pode chegar a uma definição mais detalhada.
O Tietê, rio que passa pelo município de Arealva, desde os primeiros séculos do Brasil Colônia, figurou como via de acesso dos bandeirantes, que acabaram mutilando as numerosas tribos indígenas do interior paulista, região que ainda não teria sido alcançada por um novo grupo, os caingangues. Até meados do século XIX, a imensa área na direção oeste da Província de São Paulo, situada entre os rios Tietê, Paraná e Paranapanema, era caracterizada nas cartas geográficas da época como “sertão desconhecido” ou “território habitado por índios”, que foi sendo ocupado por diversas correntes do povoamento branco, responsáveis pelo surgimento de numerosos núcleos urbanos.
Embora os primeiros sinais da ocupação branca nesse grande território, também conhecido como “sertão de Bauru”, só apareceram no século XIX, expedições que seguiam o curso do rio Tietê abrindo caminhos até as minas de Cuiabá, no Mato Grosso, já aconteciam desde o século XVIII. A região de Bauru era zona de passagem, sem qualquer sinal de fixação dos conquistadores brancos.
A partir de 1840, com as revoltas liberais de São Paulo e Minas e, posteriormente, com o início da Guerra do Paraguai, em 1864, muitos habitantes dos centros populosos de ambos os estados preferiram correr os riscos de se embrenharem no sertão paulista a se submeterem ao recrutamento. Dessa forma, muitos retirantes desceram pelo rio Tietê, conhecido como “rio das entradas”, atraídos pelas vastas extensões de terra roxa e incidência descontinua de terras arenosas que se prestavam perfeitamente à cultura cafeeira, além da criação de gado e cultivo de outros gêneros.
Nessa época grande parte do “sertão de Bauru”, território compreendido entre os vales dos rios Batalha, Bauru, Tietê, Feio-Aguapeí e Peixe, estava sob o domínio dos índios caingangues. Como estes ocupavam posições estratégicas no processo de ocupação dessa região foram violentamente reprimidos, tendo suas terras tomadas e sendo escravizados, confinados em reservas insuficientes, destruídos e mortos pelos pioneiros, que iam invadindo o sertão.
O fundador de Soturna
Em meio a este cenário de conflito entre os pioneiros e os índios caingangues que lutavam por suas terras, por volta do ano de 1850, José Prestes saiu de Itapetininga, desceu pelo rio Tietê acompanhado de dois empregados em três canoas, sem destino. No percurso enfrentaram grandes perigos: índios hostis (provavelmente os caingangues), feras enormes, corredeiras e cachoeiras que surgiam de súbito. Após meses, aportaram à tarde, próximo a um córrego. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Arealva“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Earth Science and Remote Sensing Unit, Lyndon B. Johnson Space Center, Public domain – Wikimedia Commons